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CUSTO DO TRABALHO SOBE E INDICA DEMISSÕES

O custo unitário do trabalho na indústria teve um aumento de 10,9% em novembro, resultado do início da queda na produção

O custo unitário do trabalho na indústria teve um aumento de 10,9% em novembro em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento, o maior desde dezembro de 2001, é resultado do início da queda na produção, que não foi acompanhada no mesmo ritmo pela redução no nível do emprego e dos gastos com a folha de pagamentos. Essa discrepância é considerada natural, tendo em vista que as indústrias normalmente procuram se certificar de que a tendência do mercado vai se firmar para demitir ou contratar. Mas os números também são um indicativo de que as indústrias deverão demitir nos próximos meses, porque têm mão-de-obra além da necessária para atender à produção.

O custo unitário do trabalho, calculado com base em dados do IBGE, é a relação entre a produtividade e os gastos com a folha de pagamentos. A produtividade caiu 5,9% em novembro sobre o mesmo mês de 2007, enquanto a folha ainda teve aumento de 3,68%.

Os únicos setores que registraram melhora (redução) no custo unitário do trabalho foram os que já começaram a demitir empregados: vestuário, calçados, papel e gráfica, borracha, máquinas e equipamentos e meios de transportes. Os demais registraram aumento significativo em seu custo.

As notícias sobre demissões na indústria automobilística irritaram o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ele disse que vai sugerir ao presidente Lula que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. "O governo está dando isenções vultosas de impostos e abrindo financiamentos para salvar algumas empresas. Então, não é justo que elas continuem demitindo", afirmou o ministro.

 Fonte: Valor Online

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