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SAÍDA PARA A POBREZA ESTÁ NO MERCADO DE TRABALHO, AVALIA ECONOMISTA

 

O mercado de trabalho é a única saída para a pobreza no Brasil, de acordo com estudo apresentado hoje (21) pelo economista Roberto Cavalcanti de Albuquerque, diretor técnico do Fórum Nacional, realizado pelo Instituto Nacional de Altos Estudos (Inae), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Rio de Janeiro.

"A única saída persistente, segura, cidadã, autônoma para a pobreza é o emprego, a ocupação geradora de uma renda e de seguro social razoável", afirmou Cavalcanti, em entrevista à Agência Brasil. O estudo mostra como estão os pobres diante do mercado de trabalho. E a resposta é que "eles estão muito mal, porque o mercado de trabalho, hoje, exige qualificação". Cerca de 70% dos pobres são analfabetos funcionais.

De acordo com a pesquisa, o mercado de trabalho está empregando "preponderantemente" pessoas com maior nível de escolaridade. Ou seja, mais de 76% das pessoas contratadas têm nove anos ou mais de estudo. "Há um desequilíbrio entre a oferta e a demanda por trabalho. De outro lado, a política de qualificação da pobreza é muito mais baixa do que o nível de qualificação dos não pobres".

Cavalcanti destacou a necessidade de se fazer, no Brasil, um grande esforço de educação e qualificação das populações mais pobres para que elas possam ser inseridas no mercado de trabalho. "E talvez, até, um esforço de intermediação no mercado. O governo tem instrumentos para isso", disse. Ele advertiu, porém, que isso deve ser feito em nível municipal ou, no máximo, microrregional.

Na avaliação do economista, a pobreza é má inserção econômica e má inclusão social. A taxa de desemprego entre os pobres em 2007 atingiu 19,7%, contra uma taxa de desemprego global no país de 8,4%. Dentre os empregados, a percentagem dos pobres com carteira assinada chega a 45%, contra 88% do total de empregados da população. Para Cavalcanti, o grande problema da informalidade está na pobreza.

Fonte: Agência Brasil

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