O governo do Estado deve definir até a próxima terça-feira um índice de reajuste ao salário-mínimo regional.
Trabalhadores exigem um reajuste de 14% e os empresários alegam que só podem conceder 3,54%.
Ficou acertado na reunião desta terça, dia 4, entre o chefe da Casa Civil, Bercílio Silva (PSDB), e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Giovani Cherini (PDT), que o Executivo levaria a proposta ao Parlamento no dia 11.
Nas últimas semanas, Cherini se reuniu com centrais sindicais e entidades patronais para tentar chegar a um consenso sobre o aumento do piso estadual. Entretanto, prevaleceu o impasse entre as partes, já que os trabalhadores exigem um reajuste de 14% e os empresários alegam que só podem conceder 3,54%.
Após o encontro de ontem com o chefe da Casa Civil, o presidente do Legislativo informou que o Piratini pode apresentar um índice definitivo. "O governo estuda propor um percentual fixo, que seria acionado todos os anos para reajustar o piso, por meio de homologação da Assembleia", informou.
Ainda não se sabe o teor da proposta, mas as entidades sindicais apoiam a adoção de critérios fixos para o cálculo do reajuste. "Queremos que leve em conta a inflação e o crescimento da economia", afirma Celso Woyciechowski, presidente da Central Única dos Trabalhadores no Rio Grande do Sul (CUT-RS).
A ideia de se estabelecer um índice fixo não é bem vista pelos empresários. O presidente da Fecomércio, Moacyr Schukster, acredita que um condicionamento do valor não beneficia nenhuma das partes. "É inadequado estabelecer qualquer critério de correção monetária do piso, pois não sabemos o que pode ocorrer no futuro", aponta.
A intenção do Executivo não é entregar o projeto de lei na próxima semana, mas sim apresentar um valor para ser discutido no Parlamento. "Estaremos aqui afinando os números para que haja um consenso negociado dentro da Assembleia", declarou Bercílio, acrescentando que, após a discussão no Legislativo, será enviado o índice acertado para votação.
O valor atual do salário-mínimo no Estado varia de R$ 511,29 a R$ 556,06. O projeto prevê aumento retroativo a 1 de maio.
(Fonte: Jornal do Comércio)