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INFLAÇÃO ASSUSTA E BC ABRE DIÁLOGO COM MINISTÉRIOS

A persistência da inflação dos alimentos colocou o Banco Central em alerta e o levou a criar um grupo especial para monitorar de perto a variação dos preços das commodities e dos alimentos básicos. O Valor apurou que o presidente do BC, Alexandre Tombini, mobilizou, na quinta-feira passada, um grupo de especialistas do governo para aprofundar o debate e avaliar as tendências da inflação dos alimentos. Ele já recebeu no BC o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, e sua equipe para discutir o tema. E mantém conversas com técnicos da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário.

Na reunião no BC, a primeira de uma série programada, a avaliação geral indicou uma "forte pressão de demanda" sem a devida resposta na elevação da oferta de alimentos. Houve consenso de que os preços devem ceder em maio, mas tendem a voltar a subir bastante no segundo semestre. O que mais assustou o BC foi a constatação de que há uma alta disseminada nos alimentos, com vários produtos subindo ao mesmo tempo. Estão no radar do BC o monitoramento de commodities como soja, milho, café e algodão, além de produtos básicos como arroz, feijão e hortigranjeiros. O "sinal vermelho" acendeu, segundo as avaliações, porque os preços já estão em alta desde 2010 e a expectativa de que recuariam em fevereiro não se confirmou.

O mundo está consumindo cada vez mais alimentos e, por isso, os preços das commodities mudaram de padrão e não devem mais voltar aos níveis anteriores, concluiu-se na reunião.

A piora das expectativas de inflação leva o mercado a prever que o Banco Central fará novo aumento da taxa básica de juros na próxima semana. De 31 instituições consultadas pelo Valor, oito acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) elevará a Selic em apenas 0,25 ponto percentual – estão nesse grupo as maiores instituições financeiras do país. Outras 23 acreditam que haverá uma repetição da dose mais forte de março, com aumento de 0,50 ponto na taxa.

Essa divisão de opiniões, que reflete a dúvida sobre a atual política monetária do BC, está estampada também na curva de juros futuros. No fechamento do pregão de ontem da BM&F, os contratos mostravam 30% de probabilidade de alta da Selic em 0,25 ponto e 70% de 0,50 ponto.

 Valor Online

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