Em debate, palestrantes expuseram vantagens e riscos dessa prática
As práticas de correspondentes bancários ocuparam o debate da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) nesta quinta-feira (5). Os palestrantes expuseram as vantagens e os riscos dessa prática cada vez mais comum no Brasil.
Correspondentes bancários começaram a perceber que tinham um importante papel social, pois permitiam à sociedade maior acesso ao mundo financeiro, segundo os debatedores. Logo, eles foram ganhando mais espaço no Brasil e a partir de 2006, houve a permissão de intermediação de crédito.
Como o acesso ao crédito é algo recente no País, falta muito conhecimento do consumidor nesse quesito, abrindo margem para ações pouco éticas e legais dos correspondentes.
Riscos
Porém, ao mesmo tempo que isso foi uma evolução, atingindo um números maior de pessoas, criou-se um grave problema de controle. O Banco Central tem grande dificuldade de gerir todos esses correspondentes.
Teoricamente, esse correspondente passa por um processo de seleção e nesse contexto a auditoria interna tem suas obrigações a cumprir, pois sem a fiscalização as possibilidades de atitudes ilícitas são maiores e, nesse caso, o maior prejudicado é o banco, que tem sua imagem deturpada.
"Há um grande risco envolvido e as auditorias devem estar atentas", avalia Francisco de Assis Fernandes, Superintendente geral de auditoria interna do Banco Safra. Para ele, o maior risco está no fato de que não se tem muito controle de taxas cobradas por esses serviços.
Para Fernandes, o sistema bancário precisa assumir uma postura mais firme nesse sentido, pois o risco maior não fica com o correspondente e sim com a instituição.
(Fonte: InfoMoney)