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BALANÇOS ENCOLHERÃO MAIS US$ 1 TRILHÃO

 
Os bancos de investimentos vão encolher seus balanços em outro US$ 1 trilhão, ou até 7%, globalmente nos próximos dois anos, segundo alerta um relatório que prevê uma sacudida das participações de mercado no setor.
Já para os bancos de atacado, os custos mais altos de financiamento e o aumento das pressões reguladoras para o reforço do capital levarão a um corte de 15%, ou até US$ 900 bilhões, dos ativos ponderados pelo risco, afirma um relatório conjunto do banco Morgan Stanley e da consultoria Oliver Wyman.

Além disso, os bancos deverão reduzir seus custos em algo entre US$ 10 bilhões e US$ 12 bilhões via redução de salários, demissão de funcionários e redução de investimentos em áreas não mais consideradas estratégicas.

"Realmente, trata-se de um momento de decisão para os bancos de investimentos", diz Huw van Steenis, analista do Morgan Stanley. "O mercado subestima o grau com que os bancos vão racionalizar suas carteiras de atividade."

O relatório diz que os bancos de investimentos já eliminaram cerca de 7% de sua capacidade durante o ano passado e que vão cortar outro décimo nos próximos dois anos.

Numa reação às pressões reguladoras e à crise da dívida soberana da zona do euro, vários bancos embarcaram em grandes planos de corte de custos nos últimos seis meses, demitindo funcionários, eliminando ativos e fechando ou vendendo unidades inteiras.

Os exemplos incluem o escocês Royal Bank of Scotland (RBS), que está removendo 70 bilhões de libras em ativos ponderados pelos riscos em seu banco de investimentos, retirando-se ou reduzindo operações com títulos de alta liquidez e prazos curtos, corretagem corporativa e no mercado de capitais.

O banco suíço UBS também está reduzindo suas operações de banco de investimentos, retirando-se de algumas áreas de renda fixa e de negócios com carteira própria.

Ted Moynihan, sócio da consultoria Oliver Wyman, diz que a reorganização fará com que 15% da participação do mercado global mude da mãos num futuro próximo. "É como uma dança das cadeiras. As instituições terão que escolher quais operações serão drasticamente cortadas e em quais elas terão uma vantagem comparativa e poderão investir em escala para conseguir participação de mercado", afirma ele.

A escala dos cortes ajudará os bancos a obter o níveis de rentabilidade patrimonial de 12% a 14% nos próximos dois anos, em comparação à média de 8% do último ano, prevê van Steenis. Isso é baseado na suposição de que as receitas, afetadas pela crise, atingiram seu nível mais baixo e poderão crescer entre 5% e 10% ao ano.

Essa previsão contrasta com as feitas por outros analistas e executivos de bancos. "O setor bancário não conseguirá alcançar uma rentabilidade patrimonial acima dos 11% ou 12% neste ano e no próximo", diz o presidente-executivo de um grande banco europeu.

O J. P. Morgan Cazenove previu em um relatório recente que uma base de receita menor, uma regulamentação mais rígida e custos obstinadamente altos com as equipes derrubarão a rentabilidade patrimonial média para 6,8% em 2013.

(Fonte: Valor Econômico)

 

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