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BANCO DO BRASIL REFORMULA OPERAÇÕES DO VOTORANTIM

Quase três anos depois de ter entrado no capital do Banco Votorantim, cujo controle divide com a família Ermírio de Moraes, o Banco do Brasil comanda uma profunda reestruturação na instituição financeira, num processo que deve se prolongar pelo menos até o próximo ano.

O Valor apurou que, nesse processo, o Banco do Brasil cogita comprar a participação da família Ermírio de Moraes no negócio. Seu maior interesse está na BV Financeira. Os dois lados já travaram negociações, mas não chegaram a um acordo em torno do preço do Votorantim. Em 2008, quando o banco federal entrou no negócio, a instituição foi avaliada em R$ 8 bilhões. Hoje, pelas contas do BB, o preço ficaria entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões. Mas a família quer uma avaliação de R$ 15 bilhões.

O Banco do Brasil não comenta as informações. O grupo Votorantim nega. "A holding financeira do grupo Votorantim tem total confiança e compromisso com a instituição, que é, e continuará sendo, parte do "core business" do grupo", informou a Votorantim Finanças, por meio de nota.

Os ajustes para arrumar a casa começaram com a troca da linha de frente da diretoria do banco, incluindo o presidente. Mas vão muito além disso. Sistemas de aprovação de crédito, contabilidade e equipes estão sendo revistos. Negócios como o financiamento de veículos novos e o crédito consignado também serão redesenhados.

"Precisamos ter eficiência operacional. Não é fácil. É só o começo de um processo", diz João Roberto Gonçalves Teixeira, executivo indicado para a presidência do Votorantim pelo Banco do Brasil.

Enquanto a reforma não estiver concluída, o Banco Votorantim não voltará a crescer. Por isso, se a instituição ficará menor em termos de negócio, também terá uma estrutura mais enxuta. Nos próximos meses, o banco deve passar por um significativo corte de pessoal. Departamentos como o jurídico, de recursos humanos e de governança, que antes tinham estruturas duplicadas para o banco e a financeira estão sendo unificados. "O corte de custos vai nos capacitar a crescer", afirma Teixeira. As mudanças no banco têm sido aprovadas por unanimidade no conselho de administração desde sua chegada à presidência do Votorantim.

Valor Online

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