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ENCONTRO ESTADUAL DO BB DISCUTIU DEMANDAS DOS FUNCIONÁRIOS

Gaúchos se preparam para o Congresso Nacional, em meados de junho

A Fetrafi-RS realizou no último sábado, 02, o Encontro Estadual de Funcionários do Banco do Brasil. O evento pautou assuntos como saúde e previdência, remuneração e condições de trabalho, organização do movimento, terceirizações e o BB enquanto banco público. A mesa de coordenação dos trabalhos foi composta pelos diretores da Federação, Ronaldo Zeni e Mauro Cardenas, pela diretora do SindBancários, Karen D Ávila e pelo diretor do Sindicato de Rio Grande, Paulo Noronha.

O encontro começou com o debate dos temas saúde e previdência. A Diretora de Saúde do SindBancários, Karen DÁvila, salientou que 40% das faltas no trabalho ocorrem devido a doenças mentais causadas pelo assédio moral que os funcionários enfrentam. "Os bancários constituem a categoria que mais adoece devido às cobranças dos empregadores", salientou Karen.

Os participantes questionaram a falta de informações fornecidas pela Cassi aos municípios do interior. Para resolver essa questão, foi proposto que cada município faça um debate sobre o assunto, que será abordado em um encontro estadual específico sobre a Caixa de Assistência, com data prevista para o dia 18 de agosto deste ano.

As demais propostas sobre estes temas foram a inclusão do vale-refeição durante a licença maternidade – atualmente, somente a cesta alimentação está sendo paga -; cobrar do BB a assinatura da resolução 254; fim do limite do prazo de afastamento de dois dias para acompanhar familiares ao médico; reformulação do conselho de ética da Cassi; denúncias do GAT; plano odontológico efetivo com manutenção do PAS – Programa de Auxílio à Saúde e contribuição sobre a PLR com a devida contrapartida pelo BB, entre outras.

O debate abordou também a remuneração e as condições de trabalho dos funcionários do BB. Uma crítica dos participantes do Encontro foi o desrespeito aos delegados sindicais, que muitas vezes tem seu trabalho prejudicado. Outro ponto questionado foi a pressão sofrida por funcionários comissionados, que esporadicamente aderem à greve por medo de perder a função. Os funcionários reivindicam garantias de que os colegas comissionados que participarem das greves e dos atos reivindicatórios não sofrerão represálias.

Os funcionários também salientam a forma com que o BB vem tratando seus funcionários, estimulando a concorrência desleal entre os próprios colegas para garantir a superação das metas. Segundo relatos dos participantes do Encontro, a concorrência é tão forte, que na hora de reivindicarem seus direitos, falta união e engajamento entre os mesmos.

Outras reivindicações

Os participantes sugeriram também um período para estudo e cursos pagos pelo banco, especialmente nas certificações obrigatórias; a melhora do plano de mérito; redução da parcela Previ; concurso interno para comissionamento; reposição das perdas desde 1994; reajuste salarial para o segmento dos caixas com a inclusão no PCR; aumento do interstício do PCCS para 12% e 16% a cada 3 anos; jornada de seis horas para todos; fim do descomissionamento por licença saúde; PLR linear; realização de um encontro sobre o plano de carreira; redução da desigualdade salarial; fim do assédio moral e a incorporação de 10% da comissão ao ano.

"O encontro marcou o início da campanha salarial de 2012 com a construção da nossa pauta. Queremos uma grande mobilização para que possamos mudar o rumo que o BB está tomando. Devemos começar melhorando as condições de trabalho e garantindo uma remuneração mais justa aos trabalhadores para que o Banco do Brasil possa atuar focado no desenvolvimento social", destaca Ronaldo Zeni, diretor da Fetrafi-RS e titular da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

O encontro ainda teve o debate e a aprovação de quatro moções: contra o financiamento por parte dos bancos públicos a projetos de privatização da água; contra a retirada do patrocinador nos planos de previdência complementar; contra a o uso do superávit nos planos de previdência complementar por parte do patrocinador e pela desoneração do Imposto de Renda na PLR.

Os bancários apoiaram a iniciativa do Sindicato de Passo Fundo, que participou do Grande Expediente da Câmara de Vereadores local para discutir retomada do papel do Banco do Brasil enquanto instituição pública, voltada para a inclusão bancária e o desenvolvimento do país. Os funcionários repudiam a postura de mercantilização do BB.

Os participantes ainda escolheram a delegação para o 23º Congresso Nacional dos Funcionários do BB, que acontece de 15 a 17 de junho, em Guarulhos, São Paulo.

Veja a nominata da delegação:

DELEGADOS ELEITOS:

1. Léo Backes – Ijuí
2. Oscar Graeff Siqueira – Santa Cruz do Sul
3. Artur de Castro Kopper – Novo Hamburgo
4. Carlos Alberto Dall Agnol – Passo Fundo
5. Cristiana da Silva Rocha Garbinatto – Porto Alegre
6. Aline Haag – Porto Alegre
7. Karen Simone DAvila – Porto Alegre
8. Luiza de Almeida Bezerra – Porto Alegre
9. Daniela Bersch – Porto Alegre
10. João Camilo Garbinatto Netto – Porto Alegre
11. Hernani Antônio de Oliveira Teixeira – Porto Alegre
12. Flávio José Pastoriz – Porto Alegre
13. Paulo Bastos Noronha – Rio Grande
14. Fabrício Leães de Almeida – Alegrete
15. Fabiano Beneduzzi – Porto Alegre
16. Márcio Costa Pinto – Porto Alegre
17. Luiz André dos Santos Souza – Vale do Paranhana
18. Mauro Rui Tellitu Cardenas – Porto Alegre
19. Thiago Jose Ventura de Mattos – Porto Alegre
20. Manuela Valim Braganholo – Porto Alegre
OBSERVADOR:

1. Irineu Roque Zolin – Porto Alegre

DELEGADO NATO (CE/BB):

1. Ronaldo Zeni – Porto

*Fetrafi-RS

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