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FUNDO DE PENSÃO PODE PERDER R$ 1,5 BILHÃO NO CRUZEIRO DO SUL

Entidades de previdência aplicaram R$ 1,09 bi no banco

Os fundos de pensão de estatais, estados e municípios correm o risco de amargar prejuízos após terem investido pouco mais de R$ 1,5 bilhão no banco Cruzeiro do Sul.
A instituição financeira está sob intervenção do BC desde a última segunda-feira, 4, por problemas na contabilidade e no descumprimento de normas do sistema financeiro. O rombo detectado foi de R$ 1,3 bilhão.

Segundo reportagem do jornal "O Globo", entidades de previdência dos fundos de estatais aplicaram R$ 1,09 bilhão no banco. Instituições de servidores estaduais e municipais, por sua vez, creditaram R$ 426 milhões na instituição.

Em São Paulo, o futuro do Cruzeiro do Sul pode afetar créditos feitos por fundos de 22 municípios, como São Bernardo do Campo, Bauru e Catanduva.

Segundo o secretário de Previdência Social, Leonardo Rolim, apesar da ameaça, dificilmente o prejuízo para esses investidores será equivalente ao montante total aplicado.

"Esse R$ 1,5 bilhão não pode ser visto como dinheiro perdido. "No caso do Banco Santos, que parecia ser mais sério, não houve prejuízo total, mais da metade das aplicações foram recuperadas", diz Rolim.

Segundo o secretário, um estudo mais detalhado sobre quanto cada fundo aplicou deve ser finalizado na próxima terça-feira (12). "Imagino que a parte perdida será uma parcela pequena. Alguns fundos podem nem ter prejuízo, mas isso ainda precisa ser estudado e não é uma conta simples".

Por enquanto, ainda é preciso esperar que o BC conclua varredura na instituição para verificar se os ativos têm ou não lastro.

INTERVENÇÃO NO BANCO

Os dirigentes e controladores do banco Cruzeiro do Sul foram afastados pelo Banco Central e o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) foi nomeado administrador temporário, por 180 dias.

Mesmo sob o atual Raet (Regime de Administração Especial Temporária), a instituição financeira segue em funcionamento.

O prazo para pagamento de dívidas e as datas de vencimento de compromissos de terceiros com a instituição seguem o cronograma original.

*Folha Online

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