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PASSEATA REFORÇA LUTA DE CATEGORIAS EM CAMPANHAS SALARIAIS EM PORTO ALEGRE

Trabalhadores em luta por melhores salários e condições de trabalho

Se há uma característica que, neste ano, tem tornado as campanhas salariais de várias categorias espaços fortalecidos de mobilização e luta por melhores condições de trabalho, esta é a má vontade de patrões públicos e privados de valorizar o trabalhador.

Bancários, funcionários dos Correios e petroleiros, além de representantes de outras categorias, mostraram, na tarde desta segunda-feira, dia 24, em ato de solidariedade e em passeata, promovida pela CUT-RS no centro de Porto Alegre, que essa má vontade se revela na truculência de tentar culpar o trabalhador por uma crise que não existe.

A forma que as empresas públicas e privadas acharam para negar o atendimento às reivindicações salariais é a criminalização. O truque, como os bancários vem demonstrando ao longo desta Campanha Nacional 2012, é convencer a sociedade de que há uma crise financeira e que o aumento requerido pelos trabalhadores só piora a situação.

A resposta é a mobilização. A greve dos bancários completa uma semana. Os funcionários dos Correios estão em greve desde o dia 19. Já os empregados da Petrobras têm paralisação de 24 horas prevista para esta quarta-feira (26).

Para o presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, Mauro Salles, os bancários, os petroleiros e os funcionários dos Correios têm uma pauta de luta semelhante: ver atendidos não somente as reivindicações de aumentos de seus salários, mas também melhorias em relação ao atendimento das necessidades da sociedade.

"Nossa unidade é natural. Todos os patrões, sejam bancos públicos, sejam os bancos privados, sejam os Correios ou a Petrobras, querem nos responsabilizar pela crise que não existe. Aumenta os salários dos trabalhadores que nós saberemos acabar com esta crise. Entra crise e sai crise e os lucros só aumentam", disse Mauro.

O presidente da CUT-RS, Claudir Nespolo, defendeu que a crise internacional não afetou o Brasil porque o país instituiu políticas de proteção social. "A nossa greve, a nossa luta por valorização salarial fazem bem para o trabalhador e fazem bem para o Brasil. Quanto mais valorização do salário, mais consumo e menor a possibilidade de haver crise", avaliou.

O presidente do SindiPetro, Fernando Maia, disse que a direção da Petrobras tem utilizado o discurso da crise para negar aumentos e para elevar o nível de precarização dos contratos de trabalho. Além da pauta salarial, os petroleiros querem discutir investimentos dos lucros do pré-sal. "Fizemos uma descoberta há pouco tempo que pode ser a redenção do povo brasileiro. Mas temos que garantir que este dinheiro que vai enriquecer ainda mais este país vá para a educação, para a saúde e sirva para melhorar a vida dos brasileiros", disse Maia.

Para o secretário-geral do Sintect-RS, Vicente Guindani, os ecetistas estão sendo desvalorizados dentro de um contexto de precarização dos serviços públicos no Brasil. "Se é verdade que os trabalhadores estão consumindo mais, é verdade que 20% é para pagar dívidas. Não estão nos dando aumento real. Os deputados e senadores ganham 120% de aumento e nós, dos Correios, que pedimos 43% de aumento, é que somos chamados de irresponsáveis", apontou.

O ato de solidariedade começou ao meio-dia na Praça da Alfândega, entre os prédios do Banrisul e da Caixa. Ao final, uma passeata que reuniu centenas de trabalhadores percorreu as ruas Caldas Junior, Siqueira Campos, General Câmara e Sete de Setembro até a Praça Montevidéu em frente à sede da prefeitura, no Centro de Porto Alegre.

Também participaram professores, enfermeiros, servidores públicos e estaduais, bem como entidades como Fetrafi-RS, CTB, FUP, Cpers e CSP-Conlutas.
*Contraf-CUT com Seeb Porto Alegre

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