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ÍNDICE DE INFLAÇÃO EM JANEIRO É O MAIS ALTO PARA O MÊS DESDE 2003

Alimentação respondeu por 56%

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), índice oficial de inflação do país, fechou o mês de janeiro com alta de 0,86%. Trata-se do maior nível para o mês desde 2003 e o mais alto índice mensal desde abril de 2005.
Alimentação respondeu por 56% do índice de infação

Em dezembro, a taxa havia ficado em 0,79% fazendo o índice fechar 2012 em 5,84%. No período acumulado em 12 meses até janeiro, o IPCA registra avanço de 6,15% e se aproxima do teto da meta oficial de inflação, que é de 4,5%, com margem de dois pontos para cima e para baixo.

Os itens que mais contribuíram para a alta do IPCA em janeiro foram o grupo alimentação, que passou de alta de 1,03% para 1,99% e o grupo artigos para residência, que subiu de 0,27% para 1,15%.

"Os alimentos subiram muito e de modo generalizado. A grande maioria dos produtos teve alta", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

As maiores pressões vieram do tomate, com alta expressiva de 26,15% apenas no mês de janeiro. O excesso de chuvas afetou ainda outros produtos in natura, que também subiram com força, como batata (20,58%), cebola (14,25%) e hortaliças (10,86%).

Também aumentaram os preços do frango (4,75%) e das carnes (1,16%), importantes itens na cesta de consumo das famílias.

Diante desses aumentos, o grupo alimentação registrou também a maior alta desde 2003 para os meses de janeiro e representou 56% da taxa geral do mês.

ALÍVIO

A inflação em janeiro só não ficou mais pressionada graças ao grupo vestuário (-0,53%, com liquidações da coleção de verão) e à deflação de 0,20% em habitação devido ao recuo da tarifa de energia elétrica, que ficou 3,91% mais barata.

As contas de energia devem assegurar um alívio ao IPCA de fevereiro. É que o corte de 18% anunciado pelo governo na virada do ano deve ter impacto maior na taxa de fevereiro.

De acordo com Nunes dos Santos, apenas um quarto da redução foi absorvido em janeiro.

ÔNIBUS ADIADO E TRANSPORTES

Outro fator que contribuiu para tirar pressão do IPCA em janeiro e evitar que o índice superasse a "barreira psicológica" de 1% foi a ação do governo federal junto aos governos municipais do Rio de Janeiro e São Paulo para não reajustarem as tarifas de ônibus em janeiro, como estava programado.

O receio do Planalto era alimentar expectativas de altas futuras, o que leva empresários a anteciparem reajustes e turbinarem a inflação.

Sem o reajuste dos ônibus nas duas principais capitais, o grupo transportes subiu 0,75% em janeiro, repetindo a taxa de dezembro.

Ainda assim, a taxa ficou pressionada devido ao aumento de 1,41% de automóveis novos, com a retirada gradual do desconto do IPI reduzido. Também puxou a taxa do grupo para cima as altas de ônibus intermunicipais (2,84%).

Embora ainda com preços em expansão (de 5,15%), as passagens áreas aumentaram menos do que em dezembro (17,2%) e contribuíram para conter a elevação do índice do grupo transportes.

*Folha Online

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