Bancários que entraram com ação foram chamados para reuniões
O Banco do Brasil está mais uma vez se utilizando da pressão e intimidação contra seus funcionários. Na segunda-feira, dia 10 de junho, vários empregados foram convocados para reuniões com seus administradores, superiores hierárquicos. Até aí nada demais, o problema é que os convocados foram justamente os bancários que estão representados pelo SindBancários em ações trabalhistas que cobram o pagamento de horas extras, especialmente considerando como tais as sétimas e oitavas horas trabalhadas.
O aviso dado pelos administradores do BB era para que estes empregados desistissem das ações, imediatamente, sob pena de serem descomissionados no decorrer do semestre ou no próximo semestre porque estariam violando o termo de fidúcia, documento exigido pelo banco no início do ano.
Ou seja, o Banco do Brasil está pressionando seus empregados a desistirem de seu direito constitucional de serem representados pela sua entidade sindical em ações judiciais. E pior, esta pressão está sendo realizada na forma de ameaça de descomissionamento.
"Vamos denunciar esta prática inadmissível nas ações já ajuizadas e para o Ministério Público do Trabalho. Espero que esta situação seja rigorosamente apurada e reprimida", afirmou o advogado do SindBancários, Dr. Antônio Vicente Martins.
"É surpreendente a conduta do Banco do Brasil. E não admitiremos que os bancários sofram ameaças, venham de onde vierem", acrescentou o diretor Julio César Vivan, também funcionários do BB.
Já o diretor Flavio Pastoris se mostrou "surpreso com a prepotência do Banco do Brasil": "parece que retroagimos 20 anos do ponto de vista da cidadania."
O SindBancários está atento para o procedimento do BB e não vai concordar com desistências obtidas mediante ameaça, tendo em vista que estão viciadas pela coação exercida pelo Banco.
*SindBancários com informações AVM Advogados