Porto Alegre teve quinta-feira que parecia domingo.
A paralisação nacional convocada pela CUT e todas as demais centrais sindicais ecoou como um grito da classe trabalhadora em todo o Rio Grande do Sul.
Porto Alegre amanheceu esta quinta-feira, 11 de julho, como um dia de domingo. O centro da cidade, sempre tão ocupado, encontrava-se vazio, com bancos, comércio e serviços de portas fechadas. Segundo estimativa do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região, mais de 300 agências bancárias foram paralisadas nesta quinta-feira. A rodoviária da capital ficou praticamente sem movimento, e os ônibus regulares eram muito poucos em circulação. Às 16h, os bancários e bancárias se somarão ao conjunto da população no Largo Glênio Peres, de onde sairão em passeata.
Nas regiões de Bagé, Camaquã, Carazinho, Caxias do Sul, Passo Fundo, Pelotas, Santa Maria, Santa Rosa, Santana do Livramento, Santiago, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga e Vale do Caí há paralisações em agências bancárias. Também há atividades de mobilização em Cachoeira do Sul, Erechim, Horizontina, Litoral Norte, Novo Hamburgo, Santa Cruz do Sul e Vale do Paranhana.
As Centrais Sindicais, Confederações, Federações e Sindicatos organizam atos, paralisações e mobilizações neste 11 de julho em todo o país, com o objetivo de pressionar o governo a aprovar a pauta de reivindicações da classe trabalhadora entregue à Presidenta Dilma Roussef no dia 26/06. Entre os pontos, se destacam:
– Fim do Fator Previdenciário
– 10% do PIB para a Saúde
– 10% do PIB para a Educação
– Redução da Jornada de Trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salários
– Valorização das Aposentadorias
– Transporte público e de qualidade
– Reforma Agrária
– Mudanças nos Leilões de Petróleo
– Rechaço ao PL 4330, sobre Terceirização.
*Fetrafi-RS