Primeira rodada de negociação, ocorrida ontem (8 de agosto)
A ênfase da primeira rodada de negociação, ocorreu ontem (8 de agosto), foi o questionamento, por parte dos representantes dos trabalhadores, quanto ao modelo de gestão imposto pelos bancos aos bancários.
Os negociadores do comando apresentaram-se com uma tarja preta simbolizando luto pelos trabalhadores mortos e adoecidos pelo trabalho, causando desconforto aos representantes dos banqueiros. Pena que continuaram insistindo em não assumir a responsabilidade por essa situação.
Foi enfatizado, de forma contundente, que não é possível continuar esse processo de violência. Os bancários são submetidos a exigências desumanas, com pressões absurdas por resultados, metas abusivas, insegurança diante de assaltos crescentes e o assédio moral.
"Essa realidade tem acarretado adoecimento, sofrimentos e morte, chegando ao absurdo do uso de remédios "tarja preta" serem ferramentas de trabalho para "aguentar o tirão" do dia-a-dia, ressaltou Dario Delavy, representante da Fetrafi.
Os bancos buscaram desviar o assunto, tergiversando do objetivo de diagnosticar o problema como pressuposto para uma efetiva prevenção.
Foi destacado que nós representamos as pessoas e os bancos representam os resultados. Enquanto continuar assim o adoecimento o sofrimento e as mortes continuarão. Os representantes foram firmes na cobrança de mudança dessa lógica.
Os negociadores dos bancos não aceitavam discutir as metas abusivas e o assédio moral, alegando ser de prerrogativa da gestão interna dos bancos. Que não aceitariam intervenção externa(sic). Vamos combinar, Isso não é postura numa mesa de negociação.
O comando manteve-se firme nos questionamentos e, contra a vontade dos banqueiros, mantivemos o ponto de pauta em discussão para as próximas reuniões.
Nesta campanha salarial não daremos trégua enquanto não tivermos respostas para o fim das metas abusivas, o assédio moral, entre outras questões relacionadas às condições de trabalho.
"A hora é de pressão das bancários. Vamos mostrar nosso descontentamento. Como estão impondo o trabalho ninguém aguenta. VAMOS PRA LUTA", afirmou Mauro Salles, presidente do sindicato, membro da mesa de negociação.