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COMANDO NACIONAL INCENTIVA AMPLIAÇÃO DO MOVIMENTO

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A greve nacional dos bancários, que nesta quinta-feira, 26, completou oito dias e fechou 10.586 agências e centros administrativos, já é a maior dos últimos anos e deve continuar crescendo em todo o país. No Rio Grande do Sul foram contabilizadas 892 unidades em greve, com 582 agências e postos de atendimento paralisados no interior e outros 310 em Porto Alegre.

A categoria está indignada com a postura intransigente dos bancos. Essa é a avaliação do Comando Nacional dos Bancários, que se reuniu nesta quinta, em São Paulo, para fazer um balanço do movimento na primeira semana, decidindo ampliar a paralisação para forçar os banqueiros a apresentarem uma nova proposta, que contemple as reivindicações econômicas e sociais dos trabalhadores do setor.

O Comando também aprovou nota oficial reafirmando a decisão de intensificar a greve, manifestando a disposição de negociação e responsabilizando os presidentes da Fenaban e dos seis maiores bancos pela estagnação do diálogo com os bancários.

O diretor da Fetrafi-RS e representante gaúcho no Comando, Arnoni Hanke, reforça que a ordem é paralisar geral. "Temos que ampliar a greve em todos os bancos. Tanto a Fenaban quanto as direções dos bancos públicos devem voltar às mesas de negociação com disposição para resolver a campanha salarial", destaca o dirigente sindical.

 

Nota do Comando Nacional dos Bancários


O Comando Nacional dos Bancários, reunido nesta quinta-feira 26 de setembro em São Paulo na sede da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), após avaliação da primeira semana da greve da categoria, decidiu:

1. Ampliar e fortalecer a greve nacional dos bancários, que nesta quinta-feira completou oito dias e fechou 10.586 agências e centros administrativos nos 26 estados e no Distrito Federal.

2. Reafirmar a disposição de negociação dos representantes dos bancários, fechada pelos bancos no dia 5 de setembro, quando apresentaram apenas a reposição da inflação e ignoraram todas as outras reivindicações econômicas e sociais.

3. Afirmar que a greve é de responsabilidade dos presidentes da Fenaban (Murilo Portugal), do Itaú (Roberto Setúbal), do Bradesco (Luiz Carlos Trabuco), do Banco do Brasil (Aldemir Bendine), da Caixa Econômica Federal (Jorge Hereda), do Santander (Jesús Zabalza) e do HSBC (André Brandão) por fecharem o processo de negociação ao ignorarem a pauta de reivindicações dos trabalhadores.

4. Ressaltar que os bancos que operam no Brasil têm totais condições de atender às demandas dos bancários, conforme demonstra relatório do Banco Central divulgado nesta quinta-feira 26, segundo o qual o lucro do sistema financeiro nacional é "robusto" e atingiu R$ 59,7 bilhões nos últimos 12 meses encerrados em junho.

5. Denunciar a irresponsabilidade social dos bancos, especialmente os privados, que, na contramão da economia brasileira, geradora de 1,07 milhão de novos empregos de janeiro a agosto deste ano, cortaram 6.987 postos de trabalho no mesmo período, precarizando o atendimento à população, aumentando as filas e a sobrecarga de trabalho dos bancários.

6. E denunciar que, em busca de "melhor eficiência", os bancos vêm obrigando os bancários a cumprirem metas abusivas e a venderem produtos financeiros desnecessários à população, o que tem aumentado a incidência de adoecimentos.

Comando Nacional dos Bancários

*Contraf/CUT com edição da Fetrafi-RS

 

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