Os banrisulenses chegaram ao 19º dia da greve dos Bancários mostrando que têm fôlego para ir adiante e conquistar avanços na pauta específica. A segunda-feira, 7/10, amanheceu com a Caldas Junior, em frente à DG, fechada. Os funcionários atenderam ao chamado do Comando Nacional dos Bancários e elevaram a pressão por conquista de direitos.
Além de um PLR maior, mais investimento em segurança bancária, maior participação dos trabalhadores nas decisões do banco público e avanços no Plano de Carreira, os banrisulenses reivindicam questões específicas. Os trabalhadores da TI, por exemplo, têm se mobilizado para buscar ajuste de mercado, reivindicando que seus salários sejam reajustados conforme trabalhadores de tecnologia da informação recebem no mercado.
Já os trabalhadores do Call Center, além de exigirem melhores condições de trabalho, mais respeito, entre outras questões, lutam pelo direito a uma gratificação de R$ 1.120. Operadores de Negócio (ONs), caixas, plataformistas e trabalhadores de outras funções do Banrisul também têm participado das atividades com muita frequência.
Depois de rejeitarem a proposta de reajuste da Fenaban de 7,1% por unanimidade em assembleia nesta segunda-feira, no Clube do Comércio, a mobilização se manteve forte. Nesta segunda-feira, 7/10, 332 agência ficaram total ou parcialmente paralisadas na região de abrangência do SindBancários.
"Temos que continuar no nosso ritmo. Os bancários do Banrisul estão dando exemplo, assim como colegas de bancos públicos e privados. Já rompemos o silêncio dos banqueiros com a nossa grande mobilização nacional. Agora, vamos conquistar avanços na nossa pauta de reivindicações e aumento real decente", diz o presidente do SindBancários, Mauro Salles.
*Imprensa/SindBancários