Notícias

GOVERNO NÃO CONSEGUE ACORDO SOBRE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE TERCEIRIZADOS

No texto base do PL 4330 está previsto o percentuald e 11%

O governo ainda não conseguiu chegar a um acordo sobre o recolhimento da contribuição previdenciária de empresas de terceirização, pendente de votação pela Câmara dos Deputados. No texto base do projeto que amplia a terceirização no país, aprovado na semana passada, ficou definida a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de 11% sobre o faturamento para as empresas especializadas em fornecer mão de obra e de 20% sobre a folha de pagamento para as demais, como transportadoras de valores e montadoras, por exemplo.

No entanto, o governo quer que as empresas que não são especializadas em fornecer mão de obra terceirizada passem a recolher como INSS uma fatia de 5,5% do faturamento total.

O deputado Arthur Maia, relator do PL 4330/04, diz que alguns pontos de acordo pretendido pelo governo serão difíceis de aceitar Marcelo Camargo/Agência Brasil

Para o relator do projeto, Arthur Maia (SD-BA), a mudança sugerida pelo governo aumentará a tributação sobre as empresas.

"Não estou convencido de que isso não represente um aumento de tributos, por isso me recusei a colocar no meu parecer”, avaliou, após reunião para fechar um acordo sobre o texto. "O governo vai tentar fazer essa mudança por meio de um destaque, que vai ser apresentado e o plenário vai decidir. Tenho dificuldade de avançar em uma alternativa que não estou certo de que não representa aumento de impostos”, destacou o relator.

Maia citou o exemplo de uma empresa transportadora – não especializada em fornecimento de mão de obra – que arrecada R$ 1 milhão e atualmente recolhe 20% sobre a folha de pagamento e paga R$ 40 mil de INSS. Se a regra mudar de acordo com o que quer o governo, passará a pagar 5,5% do faturamento, ou seja, R$ 55 mil.

No café da manhã, no Palácio do Jaburu (residência oficial do vice-presidente), Michel Temer reuniu-se com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, além dos líderes do governo na Congresso, José Guimarães (PT-CE), e do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). O objetivo foi tentar um acordo para a votação dos destaques, prevista para hoje.

Sem acordo, a forma de arrecadação previdenciária não será incluída na emenda aglutinativa do relator e terá que ser votada na forma de destaque.

Apesar do impasse sobre o recolhimento do INSS, Maia disse que a reunião também teve avanços, como a inclusão no texto da definição exata de empresa, como quer o PT. Com a definição, o governo quer evitar, por exemplo, que instituições beneficentes possam atuar como terceirizadoras.

Também houve acordo sobre a responsabilidade das empresas na garantia de direitos e fiscalização do cumprimento da legislação trabalhista dos funcionários terceirizados. Maia disse que concorda em incluir no texto a responsabilidade solidária, como quer o governo, e não subsidiária. Na solidária, o terceirizado pode cobrar o pagamento de direitos trabalhistas tanto da empresa que terceiriza quanto da contratante dos serviços.

*Agência Brasil

Veja outras notícias

Lucros crescem, mas Santander começa 2026 com demissões e sobrecarga

O ano mal começou e o clima já pesou no Santander. O banco tem promovido, nas primeiras semanas de 2026, desligamentos abruptos e sem transparência. Os diretores do Sindicato atenderam trabalhadores de carreira, com anos — e até décadas — de dedicação, dispensados de...

PLR dos bancários 2026

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos bancários em 2026 é regida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024–2026, que define critérios de cálculo e prazos de pagamento. O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, de antecipação, é creditada até...

Sindicato solicita o pagamento do PRB e Bradesco nega

Em reunião online realizada na tarde desta quinta-feira 12, o Sindicato, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, solicitou ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB). A cobrança ocorreu porque a ROE...