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BANCOS PRIVADOS AUMENTAM LUCRO COM JUROS MAIORES E CALOTE ESTÁVEL

Instituições repassaram o seu aumento de custo
 

Apesar da retração na economia, os bancos privados surpreenderam no primeiro trimestre com lucros crescentes e expansão nos negócios. O desempenho é resultado do aumento das margens de ganho nosempréstimos, possibilitado pelo maior repasse ao consumidor do aumento nos juros pelo governo. Os bancos também mantiveram controlada a inadimplência, o maior custo dos empréstimos, apostando em linhas de menor risco de calote como crédito consignado, imobiliário e a grandes empresas.

Maior banco privado brasileiro, o Itaú lucrou R$ 5,733 bilhões no trimestre, 26,8% mais do que no mesmo período de 2014. Bradesco e Santander tiveram ganho de R$ 5,244 bilhões e de R$ 684 milhões, respectivamente, resultados 23,3% 32% superiores ao registrado no mesmo período de 2014.

No Itaú, os empréstimos aos consumidores e empresas trouxeram um ganho de R$ 14,092 bilhões de janeiro a março 27,8% mais do que no mesmo período de 2014. Esse crescimento é superior à expansão de apenas 10,9% no volume de empréstimos, que somaram R$ 491,7 bilhões em março.

Essa diferença, segundo analistas, indica que houve aumento nas margens de ganho. Cada banco utiliza uma metodologia diferente para aferir sua margem de lucro nos financiamentos. A mais conhecida é aquela que mede a diferença entre a taxa de juros que o banco pagou aos clientes para captar dinheiro e quanto cobrou de outro para emprestar conhecida como NIM (margem líquida de juros, na tradução do inglês).

O Itaú reconhece esse aumento de margem, informando que sua NIM nos empréstimos aos clientes subiu de 8,9% para 9,6% entre o primeiro trimestre de 2014 e o primeiro trimestre deste ano.

O Bradesco também elevou em 13,2% os ganhos com os empréstimos, que subiram de R$ 9,048 bilhões para R$ 10,242 bilhões do primeiro trimestre de 2014 para o primeiro trimestre de 2015. O ritmo de expansão superou a alta de 7,2% no volume de financiamentos. O Bradesco prefere divulgar o que chama de margem média nos juros (uma espécie de NIM), que subiu de 6,9% para 7,3% nessa comparação.

"Os bancos conseguiram repassar o seu aumento de custo, que são os juros nos empréstimos. É verdade que o crédito desacelerou, mas ainda cresce acima da atividade econômica", disse Erivelto Martins, presidente da Austin Ratings.

Para João Augusto Sales, analista da Lopes Filho, os bancos privados estão se preparando para eventuais turbulências neste ano. Isso aparece no aumento das despesas com provisões para calotes, que subiram 25,1% no Bradesco e 29,7% no Itaú na comparação com o mesmo período de 2014.

A exceção foi o Santander, que teve queda nos calotes e reduziu em 9,1% as provisões.

*Uol

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