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EM RETALIAÇÃO AO PT, CUNHA ACOLHE PEDIDO DE IMPEACHMENT CONTRA DILMA

  Presidenta adinta que não aceitará barganha política 

 


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou no início da noite de quarta-feira 2, que aceitou pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff. O anúncio foi feito em entrevista coletiva na própria Câmara. Ele aceitou o pedido protocolado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal.


Na noite de quarta, a presidenta Dilma Rousseff se pronunciou dizendo que recebeu com indignação o anúncio feito por Cunha horas antes. A presidenta relacionou a decisão a uma vingança política pelo fato de o PT ter anunciado, pela manhã, que votaria a favor da cassação do parlamentar no Conselho de Ética.

"Eu jamais aceitaria ou concordaria com quaisquer tipos de barganha muito menos aquelas que atentam contra o livre funcionamento das instituições democráticas do meu País”, afirmou. "Não existe nenhum ato ilícito praticado por mim. Não paira contra mim nenhum suspeita de desvio de dinheiro público. Não possuo conta no exterior nem ocultei bens pessoais”, completou.

A fala da presidenta fez alusão à investigação contra Cunha no Supremo Tribunal Federal e no Ministério Público suíço sobre a ocultação de 5 milhões de dólares em contas secretas na Suíça. Dilma ainda afirmou que tem "convicção e absoluta tranquilidade quanto à improcedência deste pedido e seu arquivamento” e disse que o povo deve "ter tranquilidade e confiar nas nossas instituições e no nosso estado democrático de Direito”.

Processo de cassação de Cunha corre no Conselho de Ética

A autorização do presidente da Câmara à continuidade do processo de impeachment é tida como uma resposta ao anúncio de que os deputados petistas Leo de Brito (AC), Zé Geraldo (PA) e Valmir Prascidelli (SP), que integram o Conselho de Ética votariam pela sua cassação.

*Agência Carta Maior

 

 

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