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BANCÁRIOS FAZEM ATO POR MAIS CONTRATAÇÕES E EM DEFESA DA CAIXA

                                          Dia Nacional de Mobilização teve manifestações em todo o país "" 


Indignação com a postura da Caixa, que não cumpre cláusulas dos últimos acordos coletivos de trabalho, e ao mesmo tempo a defesa de manutenção do banco como empresa estatal, frente à ameaça de privatização das instituições públicas através do Projeto de Lei 555, que está em discussão no Senado. Estes dois temas marcaram o Dia Nacional de Mobilização, que reuniu dirigentes sindicais e empregados em frente a Agência Central da Caixa, na Praça da Alfândega, Centro de Porto Alegre, na manhã desta quarta-feira, 02/03.


"Há poucos dias assistimos a entrega do Pré-Sal, uma grande riqueza do país, ao capital internacional”, alertou o presidente do Sindicato, Everton Gimenis. "Agora há uma grande pressão sobre os bancos públicos, especialmente a Caixa Federal e o BNDES, que concretizam as políticas sociais e que impulsionam o desenvolvimento do Brasil. Por isso mesmo, a pressão popular precisa continuar em todo o país”, afirmou.

O diretor do SindBancários Jailson Bueno Prodes reforçou a luta contra o PLS 555: "Se hoje os serviços prestados pelas empresas estatais já são caros, imaginem se forem privatizados”, lembrou ele. "Além disso, esse Dia Nacional de Luta mostra que não aceitamos o descumprimento, pela Caixa Federal, de cláusulas acordadas desde 2014”, disse. "A perda do Pré-Sal é um exemplo do avanço internacional e da privatização sobre as empresas públicas brasileiras”, apontou o diretor Paulo Stekel.

O sindicalista e funcionário da Caixa Tiago Vasconcellos Pedroso recordou que as melhorias no atendimento da instituição não beneficiam apenas os trabalhadores, mas toda a população: "A Caixa é uma empresa de oferta de políticas públicas”, reforçou. "Hoje, depois de mais de 50 anos da criação da Petrobrás, as riquezas brasileiras estão sendo entregues aos ianques. E o sistema financeiro tem muito a ver com isso. Não podemos perder a Caixa. Vamos continuar na luta”.

Desmonte da Caixa

Devanir Camargo, ex-presidente do SindBancários, destacou que a Caixa Federal, ao invés de contratar mais 2 mil funcionários até o final de 2015, descumpriu a Cláusula 50 do Acordo Coletivo de Trabalho de 2014 e agora promove novo Plano de Apoio a Aposentadoria. "Por isso, este ato é fundamental para deter o desmonte da Caixa”, destacou. Conforme o secretário geral do Sindicato, Luciano Fetzner, a movimentação nacional neste dia 02 de março, junta a pressão para que a Caixa cumpra as cláusulas acordadas e melhore as condições de trabalho, com o esforço para fazer frente ao PL 555. "O SindBancários, a Contraf-CUT e a Fetrafi-RS estão na dianteira desta mobilização”, afirmou. E aproveitou para alertar: "O movimento de privatização pode atingir até mesmo o Banrisul”.

Ao final, o presidente Gimenis agradeceu também aos colegas da Caixa que desceram para participar do ato público em frente à agência. E avisou: "A luta não para aqui – ela é diária. E é importante destacar que se a Caixa, que administra programas como o Minha Casa Minha Vida e o Bolsa Família, virar S.A. não haverá mais políticas sociais, apenas o rentismo”, concluiu.

Direção do banco desrespeita categoria

A Caixa descumpriu a Cláusula 50 do Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (ACT) de 2014, que determinava a contratação de mais 2 mil funcionário até o final do ano passado. A atual política de cortes e reestruturação apenas aumenta a sobrecarga e o adoecimento dos bancários, pois faltam funcionários para trabalhar nas agências.

A disposição da Caixa de descumprir as cláusulas previstas nos dois últimos ACTs ficou clara na última reunião da mesa permanente, no dia 28 de janeiro passado. São exemplos disso a falta de contratações, da destinação do superávit do Saúde Caixa e do retorno do Adiantamento Assistencial Odontológico. A ausência de clareza sobre o processo de reestruturação das GIRETs também mostra a não transparência das ações da instituição.

*Imprensa/SindBancários

 

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