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SINDBANCÁRIOS PROTESTA CONTRA FECHAMENTO DE AGÊNCIAS E DESMONTE DO BANCO DO BRASIL

Manifestação teve esquete teatral na Agência Uruguai "" 


Com aplausos de vários clientes que esperavam para serem atendidos em poucos caixas, na Agência Rua Uruguai do Banco do Brasil, Centro Histórico de Porto Alegre, diretores do SindBancários fizeram um protesto, na manhã desta sexta-feira, 16/12, contra o fechamento de agências em todo o país e o fechamento de milhares de postos de trabalho por causa da reestruturação anunciada no mês passado.  O ato, neste Dia Nacional de Luta, contou também com os esquetes do Grupo Trilho de Teatro Popular, que através do humor mostrou o desprezo da direção do banco pelos clientes e funcionários.


O diretor de formação do SindBancários e funcionário do BB, Júlio Vivian, afirmou que é preciso todos estarem bem conscientes dos prejuízos que estas medidas trazem ao Brasil e aos trabalhadores do banco. "O fechamento de 402 agências e a transformação de outras 379 em postos de atendimento e as demissões, por meio de plano de incentivo à aposentadoria, atingem diretamente o atendimento à população. Com a redução de postos de trabalho, o governo do golpista Temer diminui a importância do Banco do Brasil e seu caráter social, o que pode ampliar a crise financeira do país”, disse.

Falta de responsabilidade social

Segundo Júlio, que estava acompanhado pelos diretores do Sindicato, Rogério Rodrigues, que também é funcionário do BB, e Edison Moura, as medidas anunciadas pela direção do BB comprovam a falta de responsabilidade social da instituição, neste governo ilegítimo de Michel Temer. "Nossa luta não é só por empregos”, afirmou. "O Banco do Brasil, por exemplo, é responsável por cerca de 60% do crédito agrícola do país, e este setor vai ficar desassistido”, lembrou ele.

Esquete teatral

Enquanto alguns funcionários do banco cumprimentavam os diretores sindicais pelo apoio, os atores encenaram um esquete representando o momento vivido pelos trabalhadores dos bancos públicos, neste momento de golpe continuado que o país atravessa: "Lucros, lucros, lucros! Precisamos aumentar!”, cantava um ator, com cartola na cabeça.

Outra atriz, fingindo tomar uma taça de espumante, respondia: "Então vamos aumentar os salários! Assim os funcionários ficam felizes e trabalham mais!”. O "banqueiro-chefe” cortava: "Não! Os nossos concorrentes fazem o contrário. Vamos aumentar a automação!”. "Mas e os funcionários, como ficam?”, argumentava outra atriz. O "diretor” do banco encerrava o papo: "Não sei! Só entendo de números!”.

 *Imprensa/SindBancários

 

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