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NOVO MODELO DE EXPLORAÇÃO: O UNV DO BANCO DO BRASIL

A direção do Banco do Brasil lançou um projeto piloto para a criação de uma nova gerência, a Unidade Integração Varejo (UNV). Apesar do nome imponente, nada mais será do que um novo modelo de atendimento que está mais para uma nova máquina de moer bancários. E com requintes de crueldade, já que vai exigir resultados em cima de uma carteira de clientes que ela mesma despreza.

 

A UNV vai cuidar de todas as agências cujas carteiras de clientes não migraram para o atendimento digital justamente porque o Banco do Brasil entendeu que elas têm pouca rentabilidade, ou seja, não dão dinheiro. Agora, cria uma estrutura de gestão que vai exigir resultados mesmo sabendo que o perfil da carteira não é para dar lucros. São poupadores, clientes sem interesse em investimentos, que têm conta apenas como apoio para administrar suas vidas financeiras.

 

Inicialmente, essas unidades que ficaram com essas carteiras trabalhariam, além do atendimento normal ao público, apenas como uma espécie de apoio para as agências digitais, recebendo documentos físicos ou qualquer outro tipo de burocracia que não possa ser entregue pelos canais remotos. Porém, o banco já ensaia sobrecarregar ainda mais os trabalhadores, já atolados de trabalho por conta constante da diminuição do quatro.

 

Segundo balanço divulgado pelo banco sobre o primeiro semestre de 2017, o quadro de funcionários foi reduzido em 10.012 trabalhadores nos últimos 12 meses. Ao mesmo tempo, o número de clientes aumentou em 1,379 milhão. Em junho de 2016 cada bancário de agência cuidava em média de 440 contas correntes, em junho deste ano esse numero foi a 564 contas, 28% a mais.

 

Nos últimos 13 anos a politica de bancarização foi papel fundamental para inclusão social de pessoas que nem sequer tinham contato com uma agência. Esse papel, estratégico para o desenvolvimento social, levou a carteira de clientes dos bancos públicos a ter um acréscimo de 45 milhões de clientes. Para eles, manter uma conta corrente passou a fazer todo o sentido, bem como para o BB, que passou a ter, de fato, seu papel social colocado em prática. Agora, porém, mais uma vez esse governo golpista de Temer está mudando o papel do Banco do Brasil para deixar de ser um banco publico capaz de competir e frear os privados, colocando na gestão um modelo de cada vez mais predador e sem responsabilidade social.

 

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