Notícias

RO: ITAÚ INDUZ GESTORES A NÃO LIBERAR BANCÁRIOS NOS DIAS 22 e 29/12

Abono assiduidade ou compensação de horas é um direito garantido pela Convenção Coletiva da categoria

A sanha absurda e incessante pelo lucro (mesmo que isso represente um ataque aos direitos dos trabalhadores) vem sendo intensificada e colocada em prática pelo Itaú neste fim de ano. A prova disso é que, ao acessar o sistema interno do banco (intranet), os gestores (gerentes gerais) dão de cara com um recado do banco, em que se destaca que haverá expediente normal nas agências nos dias 22 e 29 de dezembro. Por isso, os gestores são ‘orientados’ a realizar o planejamento da equipe que vai trabalhar nestes dias.

No entanto, no mesmo recado há um trecho em que o banco "deixa a critério" do gestor liberar ou não o trabalhador que queira optar pelo abono assiduidade (assegurado pela Convenção Coletiva da categoria) ou pelo regime de compensação de horas.

Para Euryale Brasil, secretário geral do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (Seeb/RO), isso é uma nítida forma de coagir os gestores a não liberarem os trabalhadores do expediente nestes dias. “Não é uma sugestão, mas sim uma ameaça velada para que estes gestores sejam obrigados a não permitir que os trabalhadores usufruam dos seus direitos assegurados pela Convenção Coletiva dos Bancários. É só mais uma prova de que, a exemplo do que está acontecendo em bancos como o Santander e Bradesco, o Itaú também já quer implantar as regras da nova lei trabalhista que só veio para retirar direitos dos trabalhadores e deixá-los a mercê do bel prazer dos empregadores”, disse o dirigente do Seeb/RO. “Por serem a parte mais fraca, ou os trabalhadores aceitam as imposições que vem de cima, ou serão perseguidos e até perderão o emprego. Não podemos e não vamos admitir essa postura de terrorismo que está sendo instalada dentro dos bancos”, completou Euryale.

Para o dirigente sindical, estas posturas dos bancos são aberrações que começaram como uma reforma trabalhista e que hoje se tornou uma espécie de CLP, Consolidação das Leis dos Patrões. “Se não barrarmos essa aberração, isso não vai parar jamais", disse.

Fonte: Seeb/RO

Veja outras notícias

Lucros crescem, mas Santander começa 2026 com demissões e sobrecarga

O ano mal começou e o clima já pesou no Santander. O banco tem promovido, nas primeiras semanas de 2026, desligamentos abruptos e sem transparência. Os diretores do Sindicato atenderam trabalhadores de carreira, com anos — e até décadas — de dedicação, dispensados de...

PLR dos bancários 2026

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos bancários em 2026 é regida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024–2026, que define critérios de cálculo e prazos de pagamento. O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, de antecipação, é creditada até...

Sindicato solicita o pagamento do PRB e Bradesco nega

Em reunião online realizada na tarde desta quinta-feira 12, o Sindicato, por meio da Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Bradesco, solicitou ao banco o pagamento da parcela fixa do Programa de Remuneração Bradesco (PRB). A cobrança ocorreu porque a ROE...