Encerrada a campanha salarial 2018. Tendo sido aprovada em todas as assembleias dos sindicatos de bancários de todo o Brasil, é importante que se faça uma avaliação politica do seu desfecho.
Nem sempre quando se avalia alguma situação existe um único entendimento a respeito. É comum que haja divergência. Embora isso, a grande maioria da categoria bancária tem um posicionamento parecido. Um sentimento de vitória diante de situação conjuntural muito desfavorável.
A campanha teve seu início antecipado, com a realização das Conferências Estaduais e posterior Conferência Nacional em períodos, estrategicamente escolhidos, para que se pudesse garantir o prazo de validade da Convenção dentro do período de negociações. Não foi fácil. Os banqueiros não toparam, em nenhum momento assinar o pré-acordo para que pudéssemos garantir a ultratividade dos acordos (garantir que nossos direitos convencionados valessem até assinatura de uma nova convenção). E, assim estando, durante o período negocial, corríamos contra o tempo, eis que sabíamos que no dia 31 de agosto precisamos ter, pelo menos uma proposta que pudesse ser levada a apreciação das assembleias em todo o país. As proposta anteriores, insuficientes, foram rejeitadas na mesa pelo Comando.
Podemos dizer que foram dias longos e tensos na mesa de negociação. Desde o princípio, corríamos o risco do fim da mesa única (bancos privados e públicos) o que, fatalmente acabaria com a Convenção Coletiva da Categoria Bancária que é modelo, inclusive, para as demais categorias profissionais. E por essa razão a campanha salarial desse ano, do ponto de vista politico, sabíamos de antemão, determinaria o futuro da própria categoria bancária. Por isso não poderíamos errar, nem fazer aventuras inconsequentes.
Portanto, ao final de 10 sessões de negociação, chegou-se a uma proposta razoável que conferiu, além da manutenção das cláusulas vigentes, um pequeno avanço na conquista de novos direitos e também um reajuste salarial acima da inflação.
No final, quem aprovou a proposta apresentada pelos banqueiros foram os bancários e bancárias de todo país, em suas assembleias, decidindo, livremente, pela aceitação e assinatura da CCT e acordos respectivos, inclusive no que se refere a taxa negocial de custeio das organizações sindicais, que efetivamente representam os bancários(as) na mesa de negociação.
Ao final, podemos dizer: “Vencemos”. Continuamos uma só categoria. Todos juntos pela mesma causa. Isto tem uma importância significativa para o futuro.
Paulo Schimidt
Nota
Por deliberação da Assembleia Geral realizada no Sindicato dos Bancários de Carazinho e Região, fica assegurado a devolução da parte que cabe ao Sindicato, referente a taxa negocial.