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MP 1052 pode ser votada no Senado nesta terça-feira (21)

Projeto pode prejudicar regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país

O Projeto de Lei de Conversão da Medida Provisória (MP) 1052 está na ordem do dia para a votação nesta terça-feira (21) pelo Senado. A MP 1052 faz parte de uma ofensiva do governo Bolsonaro contra os bancos públicos, considerados instrumentos de apoio ao desenvolvimento da economia, no financiamento de projetos econômicos que os bancos privados não se interessam. O Banco do Nordeste (BNB), o Banco da Amazônia (Basa), e o Banco do Brasil (este por financiamento a empreendimentos na região Centro-Oeste) são apoios importantes a agricultores e pequenos empresários regionais.

“Precisamos ficar atentos, pois o relator do projeto no Senado, senador Marcos Rogério (DEM/RO) é bolsonarista e deve apresentar um relatório favorável à aprovação da MP. Precisamos trabalhar pela não aprovação desta MP. Caso contrário, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste podem ser prejudicadas”, afirmou o secretário de Relações do Trabalho e responsável da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) pelo acompanhamento dos assuntos de interesse dos trabalhadores no Congresso Nacional, Jeferson Meira, o Jefão.

A projeto aprovado na Câmara dos Deputados traz mudanças em ralação à proposta pelo governo Bolsonaro. Uma delas retira do texto a diminuição da taxa de administração a que têm direito os bancos públicos por gerenciarem os recursos dos fundos.

A mudança mantém a taxa de administração dos bancos públicos conforme a Lei 13.682. A MP, que já tinha força de lei, diminuiu a taxa a partir de julho deste ano, passando de 2,1% para 1% em 2021. Em 2022, seria de 0,9%, e assim sucessivamente até ficar em 0,5% a partir de 2026. Com a alteração, volta, portanto, para 2,1% em 2021.

Avanços

“Na Câmara conseguimos obter avanços. Caso a redução dessa taxa fosse aprovada, os bancos públicos regionais estariam condenados. Mas, os recursos públicos para incentivar o desenvolvimento regional continuaram ameaçados porque, como aprovado na Câmara dos Deputados, uma parcela dos fundos constitucionais de desenvolvimento regional ainda pode ir para o grande capital. Queremos a rejeição total”, ressaltou a presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira.

Jefão informou que o relatório do senador Marcos Rogério ainda não foi apresentado e que se, promover mudanças no que foi aprovado na Câmara, terá que voltar para a Câmara e pode expirar o prazo de aprovação. “Para não haver prejuízos ao Norte, Nordeste e Centro-Oeste do país, o projeto precisa ser rejeitado, ou então caducar”, disse.

A MP 1052 perderá validade se não for aprovada pelo Congresso Nacional até o dia 28.

FONTE: CONTRAF

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