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Primeiro holerite sem IR começa a chegar e beneficia mais de 100 mil bancários

Desde o início de janeiro de 2026, passou a valer a nova tabela do Imposto de Renda, que garante isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês e descontos progressivos para salários de até R$ 7.350. A mudança, uma das mais importantes da política tributária dos últimos anos, começa a se materializar agora no contracheque dos trabalhadores, com os pagamentos realizados a partir de fevereiro.

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2025, a medida cumpre um compromisso de campanha e representa um alívio concreto no orçamento de milhões de brasileiros. Segundo estimativas do Ministério da Fazenda, cerca de 16 milhões de pessoas serão beneficiadas em todo o país, incluindo trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas, além da aplicação da regra também sobre o décimo terceiro salário.

Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, o momento tem um significado histórico. “Trata-se de uma conquista que não surgiu por acaso: é fruto direto da mobilização sindical, da pressão social organizada e do compromisso com um projeto de país mais justo, que coloca a renda do trabalho no centro das prioridades”, afirmou Neiva em artigo publicado nesta segunda-feira (2).

Impacto direto na categoria bancária

No setor bancário, os efeitos da nova regra são expressivos. Levantamento realizado pelo DIEESE a partir da RAIS 2024 mostra que cerca de 45,9 mil bancários ficarão totalmente isentos do Imposto de Renda, o que representa uma economia anual estimada em R$ 111,1 milhões. Outros 75,9 mil terão redução do imposto pago, somando uma economia de R$ 149,6 milhões ao ano.

Ao todo, aproximadamente 122 mil bancários, cerca de 30% da categoria, serão diretamente beneficiados, com impacto total de R$ 260,7 milhões por ano. Do total de trabalhadores alcançados pela medida, 53% são mulheres, o que reforça o caráter social da nova política.

“Seguiremos mobilizados para avançar ainda mais. A luta não termina aqui. Precisamos seguir pressionando por uma reforma tributária ampla, que enfrente os privilégios históricos, combata a concentração de renda e construa um sistema mais justo e solidário”, pontua Neiva Ribeiro relembrando que o Brasil ainda enfrenta graves distorções em seu sistema tributário.

 

 

 

 

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