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Ato unificado pelo fim do feminicídio marca o 8M em Porto Alegre

Milhares de pessoas marcharam em trajeto entre a Praça dos Açorianos e Praça do Aeromóvel

Em ato unificado, o Dia Internacional da Mulher no último domingo (8) foi marcado pela presença de milhares de mulheres de várias idades, além de homens, que percorreram as ruas de Porto Alegre, em marcha “Pela vida das mulheres! Basta de Feminicídio!” e “Contra a escala 6×1 e o imperalismo na América Latina”. Diretoras do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários) e demais movimentos sindicais ligados à Central Única dos Trabalhadores do Rio Grande do Sul (CUT-RS) estiveram presentes no ato que marcou a reivindicação por direitos.

A mobilização foi uma das maiores dos últimos tempos na cidade. Contou com apresentações artísticas e rodas de dança. O ato na capital gaúcha teve a participação de movimentos feministas, sociais e sindicais, parlamentares e pessoas sem ligação a entidades. Entre as reivindicações, estavam também o fortalecimento da rede de proteção e a ampliação de políticas públicas para as mulheres no estado. “Nós marchamos em luta, para que nós tenhamos uma sociedade que pare de matar mulheres, e que tenhamos espaços mais seguros para podermos viver”, afirmou Sabrina Muniz, secretária-geral do SindBancários.

Conforme a diretora de Juventude e Gênero do SindBancários, Claudia Stella, o momento foi de fortalecimento da luta unificada das mulheres, diante do cenário de aumento dos casos de feminicídio. “Nesse momento, o Rio Grande do Sul passa por uma crescente de feminicídio e de casos de violência contra a mulher. É importante mostrar a força e a união das mulheres, reivindicando que o Estado faça seu papel, que faça os investimentos necessários na segurança pública, na pasta recém recriada da Secretaria da Mulher, e que tenha o orçamento compatível”, salientou.

Com faixas e cartazes, mulheres denunciaram a violência de gênero, cobraram ações pelo fim do feminicídio, criticaram a precarização do trabalho e defenderam pautas como soberania, dignidade menstrual, fim da escala 6×1 e das guerras do imperialismo. De acordo com a diretora da Fetrafi-RS e secretária de Combate ao Racismo da CUT-RS, Isis Garcia, o momento também foi de reflexão diante do cenário triste que as mulheres têm enfrentado. “É um momento muito triste para nós mulheres, e nós devemos estar juntas com toda a nossa diversidade e, de alguma forma, também celebrar a nossa vida, porque cada mulher que está aqui presente, em algum momento teve que superar algum tipo de violência em espaços extremamente misóginos”, destacou.

 

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