Com sindicalistas, nova gestão aproxima entidade das demandas da categoria, reduzindo taxas e custos.
Após oito meses de negociações e análises técnicas, a Fundação Banrisul oficializou uma nova política de rateio para as despesas administrativas de seus planos de previdência. A medida, que entra em vigor em abril de 2026, é resultado da atuação dos representantes dos trabalhadores oriundos do movimento sindical, Denise Corrêa (Conselho Deliberativo) e Yuri Santanna (Diretoria de Previdência), em conjunto com a diretoria executiva e o conselho deliberativo da entidade. A novidade é fruto de um novo momento na Fundação, mais próxima da realidade da categoria.
Economia direta ao participante
A principal mudança estabelecida é a redução das taxas de administração e a extinção total das taxas de carregamento para os planos FBPREV, FBPREV II, FBPREV III e FBPREVCD. De acordo com os representantes, a reestruturação foi fundamentada em rigorosos estudos atuariais e financeiros para garantir que o alívio nos custos não comprometesse a solidez institucional. “Conseguir reduzir essas taxas em menos de um ano de trabalho demonstra que é possível priorizar o bolso do participante mantendo a segurança técnica e a transparência”, afirma Denise Corrêa. A conselheira ressaltou que a nova política de rateio foi o mecanismo que permitiu a viabilização das novas alíquotas.
O Plano de Gestão Administrativa (PGA) que resultou na mudança foi elaborado com o apoio de uma consultoria externa e encontrou respaldo nos Conselhos Deliberativo e Fiscal, sendo aprovado por toda a diretoria da Fundação. “Essa redução das taxas foi um dos motes da nossa campanha porque sabíamos que havia margem para baixar as alíquotas. Havia muito tempo que não se mexia nas alíquotas de custeio, e com essa readequação procuramos ajustar o PGA à nova realidade atuarial, beneficiando assim todos os participantes e patrocinadores”, explicou Yuri Santanna.
Além de economia para os participantes, estima-se que a mudança nas alíquotas representará uma economia de aproximadamente R$ 3 milhões ao ano para patrocinadores e também para participantes e assistidos. Com isso, os planos de previdência da Fundação se tornam mais atrativos para quem deseja seguir carreira no Banco. Os efeitos já passam a ser sentidos na folha de abril.
Equilíbrio financeiro e Plano CD
Além da redução de custos, a gestão foca agora no saneamento de planos que apresentam desequilíbrios financeiros. O objetivo é realizar uma revisão profunda de processos para assegurar o pagamento futuro de benefícios. Outra frente prioritária de atuação é a melhoria das condições do Plano CD. Atualmente, as taxas de contribuição do plano variam entre 1% e 6%. A meta dos representantes dos trabalhadores é elevar esse teto para uma margem entre 6% e 16%, permitindo um acúmulo de capital mais robusto para os trabalhadores.
Para Yuri Santanna, essa evolução é fundamental para o futuro da categoria: “Estamos trabalhando para que o Plano CD ofereça uma perspectiva real de proteção financeira. Elevar esses percentuais de contribuição é o caminho para garantir que os colegas possam acumular uma reserva que lhes garantam, quando da aposentadoria, um benefício digno”, pontua.
Próximos passos
Com a redução das taxas, que entram em vigor a partir de abril de 2026, os representantes continuarão trabalhando em prol de melhores condições previdenciárias para todos os trabalhadores participantes e assistidos/aposentados. Para os conselheiros e diretores oriundos do movimento sindical, a saúde financeira da Fundação Banrisul é a garantia de uma vida digna para todos os banrisulenses.
