Trabalhadores cobram proposta do banco, respeito à categoria e avanços em pautas como saúde, condições de trabalho e valorização profissional

A manhã desta terça-feira (04) foi marcada por mobilização e protesto em frente às SUREGs do Banrisul em todo o país. Na base do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e Região (SindBancários), o Dia de Luta foi realizado em frente à SUREG Porto Alegre, localizada junto à Agência Parcão, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A atividade fez parte de uma mobilização estadual integrada à Campanha Nacional dos Bancários.
Durante o ato, dirigentes sindicais e representantes da Comissão de Organização dos Empregados (COE) cobraram da direção do banco a retomada das negociações com avanços reais e respeito à negociação coletiva. A mesa com o banco deve retornar nessa quarta-feira, 05, após confirmação oficial de presença do Banrisul em resposta à cobrança do movimento sindical. “Estamos aqui em frente à SUREG, assim como outros colegas estão mobilizados em frente às demais SUREGs, solicitando que o banco venha para a mesa de negociação com seriedade e disposição para negociar. Temos muitas questões que precisam ser melhoradas no nosso dia a dia de trabalho. Defendemos um banco público forte, altivo e comprometido tanto com os trabalhadores quanto com a população”, afirmou Guilherme Daroit, dirigente do SindBancários e trabalhador do Banrisul.
Para o vice-presidente da CUT-RS e dirigente do SindBancários, Everton Gimenis, a direção do banco precisa abandonar a postura de adiamento e apresentar propostas concretas. “O Banrisul, que é o maior banco do nosso estado e um banco público que todos nós defendemos, está enrolando na mesa de negociação. Não aceitamos mais essa postura. Queremos que o banco volte à mesa com seriedade, disposição para negociar e propostas concretas”, destacou.
Segundo Gimenis, a pauta dos trabalhadores já foi entregue há bastante tempo e reúne reivindicações fundamentais. “Temos questões relacionadas à saúde, condições de trabalho e valorização dos funcionários. Hoje, muitos colegas enfrentam sobrecarga e adoecimento. Quem constrói esse banco todos os dias são os trabalhadores, e o Banrisul precisa respeitar esses colegas e apresentar soluções”, ressaltou.
A coordenadora da COE do Banrisul, Raquel Gil, reforçou que a valorização do banco público passa diretamente pela valorização dos seus funcionários. “A valorização do Banrisul passa, necessariamente, pela valorização dos seus trabalhadores. Estamos aqui para cobrar avanços nas negociações coletivas, especialmente nas questões de saúde e na remuneração dos funcionários”, afirmou.
Raquel também destacou a diferença entre o crescimento dos resultados financeiros do banco e a valorização dos trabalhadores. “O banco vem aumentando seus lucros, mas a valorização dos trabalhadores não acompanha esse crescimento. Por isso, é fundamental a mobilização dos colegas e da sociedade gaúcha em defesa de um banco público forte, que respeite e valorize quem constrói essa instituição todos os dias”, completou.
O diretor da Fetrafi-RS, Fábio Soares Alves, o Fabinho, ressaltou que a mobilização também tem como objetivo ampliar o debate com a sociedade sobre o papel do Banrisul enquanto instituição pública. “Este ato político reforça a cobrança para que nossas reivindicações sejam atendidas na campanha salarial de 2026. Além da pauta específica dos trabalhadores, estamos dialogando com a sociedade gaúcha sobre a importância de um banco público forte, que contribua para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.
Segundo Fabinho, a participação dos trabalhadores é essencial para fortalecer a campanha salarial. “Neste momento de mobilização, é fundamental a participação dos colegas, acompanhando a campanha, participando das atividades e fortalecendo a luta por um Banrisul que valorize seus trabalhadores e cumpra seu papel social”, destacou.
O dirigente da CUT-RS e do SindBancários, Tiago Pedroso, reforçou a cobrança por propostas efetivas por parte dos banqueiros e destacou a importância da valorização dos funcionários. “Estamos em frente à Superintendência Regional do Banrisul para cobrar o avanço nas negociações. Defendemos um Banrisul público, forte e comprometido com o desenvolvimento do Estado, mas também exigimos respeito e valorização aos trabalhadores que constroem essa instituição todos os dias”, afirmou.
Os dirigentes afirmaram que a mobilização é um recado claro à administração do Banrisul: os trabalhadores exigem respeito, negociação efetiva e disposição para construir soluções por meio do diálogo. O Dia de Luta ocorreu simultaneamente em diversas cidades do Rio Grande do Sul, reforçando a insatisfação dos bancários com o ritmo lento das negociações imposto pelos banqueiros.