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Bancários dos bancos privados participam de Plenária Estadual da Campanha Nacional 2026

Atividade organizada pela Fetrafi-RS apresentou o andamento das mesas de negociação e as principais pautas do Bradesco, Itaú e Santander

Nesta terça-feira (11), os trabalhadores dos bancos Bradesco, Itaú e Santander participaram de uma plenária estadual online, via plataforma Zoom, sobre o andamento das negociações referentes à Campanha Nacional dos Bancários 2026. A atividade, organizada pela Fetrafi-RS, contou com a participação de bancários de todo o Estado, que tiveram a oportunidade de tirar dúvidas e falar sobre a realidade enfrentada dentro das instituições financeiras.

Entre os temas comuns a todos os bancos privados, estão o fechamento de agências, demissões em massa, metas abusivas, o adoecimento dos bancários e o encarecimento dos planos de saúde.

Negociações com a Fenaban

Com mesas de negociação com a Fenaban programadas até o dia 25 de agosto, o movimento sindical, representado pelo Comando Nacional dos Bancários, retoma nesta quinta-feira (13) as negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). Dentro das definições da Campanha Nacional dos Bancários 2026, o movimento sindical segue pautando as reivindicações dos trabalhadores que foram discutidas e amplamente definidas com a categoria. Para o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional dos Bancários, Juberlei Bacelo, a próxima mesa com a Fenaban será um termômetro para avaliar os rumos da Campanha Nacional e discutir os próximos passos.

“Neste momento, é fundamental ampliar o diálogo com os bancários e incentivar a participação, seja nas mobilizações presenciais, seja nas redes sociais, curtindo, compartilhando e ajudando a divulgar as ações da campanha. Não abrimos mão do aumento real dos salários e da valorização da PLR. Os lucros dos bancos continuam crescendo e, ao mesmo tempo, existem mecanismos que limitam o valor recebido pelos trabalhadores”, destacou Juberlei Bacelo.

Segundo o dirigente, por conta das demissões em massa, os trabalhadores que permanecem estão enfrentando mais pressão, metas e adoecimento, sendo necessário discutir em mesa uma distribuição mais justa dos resultados. Além disso, um dos pontos centrais das discussões são as pautas relacionadas à saúde, especialmente na implantação da NR-1 e na prevenção do adoecimento dos trabalhadores. “Precisamos despertar a disposição e a participação dos bancários para fazer barulho diante de uma conjuntura desfavorável. É possível mudar essa realidade quando a categoria se mobiliza”, afirmou Juberlei.

Situação do Santander

O diretor do SindBancários e representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Santander, Luiz Cassemiro, trouxe uma atualização sobre as negociações da renovação do Acordo Coletivo do Santander, que ocorrem concomitantemente à negociação com a Fenaban. “Nosso objetivo é renovar as cláusulas existentes, ampliar direitos e buscar novas conquistas a partir das sugestões apresentadas pelas bases. Entre os principais eixos da nossa pauta estão a manutenção e ampliação dos direitos previstos no nosso Acordo, a valorização dos trabalhadores, a melhoria das condições de trabalho nas agências e departamentos e o combate às metas abusivas e ao assédio moral institucional, que tem sido muito forte dentro da estrutura do Santander”, salientou Cassemiro.

Até o momento já ocorreram três mesas de negociação com o Santander, que abordaram assuntos como a ampliação das bolsas de estudo, inclusão, tarifas e taxas de juros para os bancários, emprego e teletrabalho, sustentabilidade, e saúde e condições de trabalho. Na tarde desta quarta-feira (12), ocorre mais uma etapa nas discussões.

Bradesco e Itaú atentos às negociações

De acordo com o representante do Rio Grande do Sul na Comissão de Organização dos Empregados (COE) do Itaú, Eduardo Munhoz, não são realizadas negociações do acordo específico com o banco durante o período de negociações com a Fenaban, pois a renovação do aditivo acontece no próximo ano. Porém, o momento também é de construção conjunta da categoria e de avanços para os trabalhadores do Itaú. “Um dos principais avanços que conseguimos, a partir da pressão e da negociação, foi a manutenção da segurança nos espaços do Itaú. Até outubro deste ano, todas as agências e espaços do banco deverão contar com um vigilante dentro da unidade”, salientou.

Essa é uma conquista importante para os trabalhadores do banco, pois em 2011, quando o Itaú começou a implantar as chamadas “agências de negócios”, havia três unidades desse tipo em Porto Alegre. “Na época, o SindBancários judicializou a questão e conquistou uma decisão que obrigava o banco a instalar portas de segurança e manter vigilantes. A resposta do Itaú foi fechar as agências. Hoje, o banco volta a trabalhar com esse modelo de espaços, mas em um contexto diferente. Embora os ataques conhecidos como “novo cangaço” tenham diminuído, os trabalhadores e clientes continuam expostos a riscos. Mesmo sem tesouraria funcionando, há pessoas dentro das unidades, e um criminoso pode entrar para roubar um celular ou cometer outro tipo de violência. Por isso, consideramos muito importante ter conseguido sensibilizar o banco para a manutenção dos vigilantes”, acrescentou Munhoz.

O diretor da Fetrafi-RS e empregado do Bradesco, Edson Rocha, reforçou a importância de mobilizações nas agências, destacando a atividade realizada no Bradesco de Canoas na última terça-feira (11), pela manhã. “Esse contato direto com os trabalhadores é muito importante, porque, muitas vezes, devido à pressão e às metas, eles acabam ficando mais distantes do debate sobre a nossa campanha. E aproveitamos esse momento para atualizar os trabalhadores sobre o andamento da nossa Campanha Salarial e sobre as negociações com os bancos”, reforçou.

Sandro Cheiran, diretor da Fetrafi-RS e empregado do Bradesco, também acrescentou sobre o andamento das reivindicações da categoria ao banco. “Assim como o Itaú, o Bradesco normalmente negocia seu acordo específico após o encerramento da Campanha Nacional. Conseguimos entregar a minuta ao banco, que historicamente relutava em recebê-la. Também conseguimos avançar referente à situação dos gerentes de relacionamento de empresas, especialmente aqueles que trabalhavam em home office e não registravam ponto. Após a cobrança do movimento sindical, o banco informou que esses trabalhadores passarão a registrar a jornada”, corroborou o diretor sindical.

O mês de agosto é um dos mais importantes e que pode definir os direitos da categoria, pois a data-base para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários é 1° de setembro. Acompanhe as redes sociais e os sites da Federação e Sindicatos para saber mais sobre o andamento da campanha.

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