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ACUSADO DE ASSÉDIO MORAL, DIRETOR JURÍDICO DO BANCO DO BRASIL É SUBSTITUÍDO

 

O diretor jurídico do Banco do Brasil (BB), o advogado Joaquim Cerqueira César, foi destituído do cargo. Em seu lugar ficará o funcionário de carreira Orival Grahl. O BB não informou o motivo do afastamento.

Em outubro, o Sindicato dos Bancários de Brasília entrou com uma ação civil pública na Justiça contra a Diretoria Jurídica do BB e o então diretor Cerqueira César, por prática de assédio moral contra 28 advogados.

Segundo o sindicato, esses advogados foram afastados ou tiveram suas comissões (cargos) retiradas por decisão do diretor agora destituído. De acordo com o sindicato, está prevista para 26 de fevereiro de 2010 audiência de instrução, quando serão ouvidas testemunhas.

O sindicato também informou que foi interposta no Tribunal de Contas da União (TCU) medida cautelar, com pedido de liminar, pedindo a suspensão dos descomissionamentos e afastamentos dos advogados.

O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), deputado federal Ricardo Berzoini (SP), que foi apontado como padrinho político de Cerqueira César, disse que conhece o diretor afastado há muito tempo, mas negou que tenha exercido influência para mantê-lo no cargo.

"Eu o conheço há muito tempo e sei que tem competência. Mas o Banco do Brasil é uma empresa séria que tem critérios administrativos e não se submeteria a ingerência política. É o banco que tem competência para nomear ou destituir", disse.

Tudo tem Limite

A categoria bancária é das mais expostas a doenças físicas e psíquicas por conta do trabalho. A violência de seu cotidiano é a principal justificativa para isso.

O assédio moral é, até agora, o segundo tipo de queixa mais recebida, só superada por irregularidades no ambiente do trabalho, como excesso de jornada, almoço reduzido, banheiros inadequados para cadeirantes e falta de ar condicionado.

Bancários que sofrem de violência nas instituições financeiras podem e devem realizar denuncias pelo telefone (54)3330.2572, pelo e-mail bancarios@bancarioscarazinho.com.br. Se preferir, a pessoa pode se manter no anonimato.

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