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APÓS PRESSÃO DA COE, SANTANDER AUMENTA PPR PARA R$ 700

Em negociação nesta segunda, o banco cedeu e aceitou as reivindicações dos bancários.

Terminou nesta segunda-feira, dia 15, com avanços a negociação entre os bancários e o Santander, que discutiu a renovação do Aditivo à Convenção Coletiva da categoria bancária. Depois de muita pressão, o banco aceitou melhorar o PPR (Programa de Participação nos Resultados) e vai pagar R$ 700 para os trabalhadores do Santander (incluindo Produban e Altec) até o dia 3 de março, junto com a segunda parcela da PLR.

O pessoal do Real tem regra diferenciada para a PPR. O banco também assumiu o compromisso de, no próximo ano, iniciar o debate do PPR em março.

Antecipação de aposentadoria – Outra conquista importante ao Aditivo foi o início de estudos para lançamento de um programa de antecipação de aposentadorias, o popular "pijama". Sem apresentar dados, o banco se comprometeu a retomar essa discussão no início de janeiro. O programa desliga o bancário do trabalho, que continua recebendo seu salário e benefícios, cuja rescisão ocorre na época da concessão do benefício da aposentadoria.

Incentivo à aposentadoria – Faz parte dos estudos a possibilidade de alguns benefícios para o desligamento dos que já podem se aposentar, como por exemplo, a manutenção do plano de saúde e cobertura dos vales alimentação. Esses dois programas deverão ser estendidos aos dois bancos e é uma reivindicação dos sindicatos para que haja geração de milhares de vagas para acolher os impactos da fusão.

Centro de Realocação – Os sindicatos solicitaram também que o Santander apresente o balanço das adesões ao programa "Venha Trabalhar na Rede", dos dois bancos, cujo objetivo é realocar funcionários dos centros administrativos para os pontos de vendas e, da mesma forma que o pijama, preservar empregos. A primeira etapa se encerrou nesta segunda, dia 15, e deverá ser reaberto periodicamente. Até a última sexta, dia 12, 450 trabalhadores dos dois bancos já haviam se inscrito no programa.

Mais conquistas – Foram conquistadas também melhorias no programa de bolsa de estudos, que cobre 50% do valor da mensalidade, desta vez até R$ 330,00 e ampliada para 1.250 postulantes, com mais cursos beneficiados. Foi incluído, ainda, o pagamento proporcional da PLR aos que se aposentarem entre 2 de agosto e 31 de dezembro. Com isso, o banco atende a uma antiga reivindicação do Sindicato.

O acordo prevê um conjunto de praticas sociais, como o período de amamentação, atenção aos deficientes e adoção, renovando os prazos especiais de estabilidade no emprego pré-aposentadoria e a manutenção da Cabesp e Banesprev. O banco também informou que está estudando a criação de um plano de previdência complementar para os trabalhadores que não tem.

A mesa volta a se instalar em 6 de janeiro e os sindicatos deverão realizar assembléias para referendar o acordo, o que deverá ocorrer somente no começo de janeiro.

Tecnologia – O banco informou ainda que os trabalhadores da tecnologia da informação do Real serão transferidos para a Altec e a Produban, pertencentes ao Grupo Santander Brasil com a manutenção de todos os direitos e benefícios, inclusive PLR e base sindical, da mesma forma como aconteceu com os funcionários do Santander.

Encontro Nacional – Os trabalhadores do Santander e do Real realizam em 9, 10 e 11 de fevereiro o 3º encontro nacional para avaliar as negociações e juntar forças na luta contra as demissões.

(Fonte: Sindicato dos Bancários de São Paulo

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