A Argentina vive nesta terça-feira um dia de greve nacional, convocada por duas centrais sindicais, a Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e a Central de Trabalhadores Argentina (CTA), que exigem mudanças no piso para o início da cobrança de imposto de renda e um aumento no salário mínimo, além de reclamar pela alta nos preços da inflação, entre outros itens. Vários serviços foram afetados, como bancos, transportes e escolas.
Trabalhadores fizeram piquete hoje em ponte que leva a Buenos Aires.
Em Buenos Aires, a linha B do metrô não estava operando, porém as outras funcionavam normalmente. No caso dos trens, quase a totalidade deles estão parados. Nos aeroportos, não eram realizados voos internos das companhias Aerolíneas Argentinas, Austral, LAN, Sol e Andes. Também eram registrados atrasos nos voos internacionais.
Os bancos não devem funcionar pela manhã hoje. Os garis também estavam de braços cruzados. O governo advertiu para que os moradores não tirem o lixo de casa hoje, dizendo que os que desobedecerem estarão sujeitos a multas. Os postos de gasolina não devem operar.
No setor da saúde, apenas pacientes emergenciais estão sendo atendidos. Boa parte dos professores decidiu não dar aulas, e alguns restaurantes também estão fechados. Com a paralisação, muitas pessoas que vivem na região metropolitana de Buenos Aires não conseguiam chegar à capital.
O secretário-adjunto do sindicato dos Caminhoneiros, Pablo Moyano, afirmou nesta manhã que a adesão surpreendeu os dirigentes sindicais. Moyano disse que a CGT pede há mais de dois anos mudanças no imposto de renda, um aumento urgente para os aposentados e um abono de fim de ano para os trabalhadores, entre outras demandas.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, afirmou na semana passada que não seria descontado o imposto de renda do décimo terceiro dos trabalhadores que ganham menos de 25 mil pesos. Cristina também disse estar disposta a negociar com os sindicalistas para analisar uma modificação no limite que separa os isentos daqueles que pagam imposto de renda, porém os dirigentes mantiveram a greve.
Cristina tem perdido popularidade no país, enquanto os preços em alta reduzem o poder de compra dos argentinos. Além disso, como as faixas para cobrança de impostos não são corrigidas adequadamente pela inflação, os trabalhadores pagam na prática mais impostos.
Valor Online