O governo derrotado de José Ivo Sartori (MDB-RS) anunciou na terça-feira, 20/11, por fato relevante, o encolhimento do Banrisul com a retirada de R$ 353,3 milhões de seu capital social. Esse valor será distribuído aos seus acionistas. Deste montante, R$ 176,25 milhões transitam pelo poço fundo do Caixa Único para cobrir despesas do governo gaúcho. O restante irá para os bolsos dos acionistas externos como o da norueguesa Skagen Fund e a Kapitalo Investimentos, por exemplo.
Com mais essa investida sobre o patrimônio dos gaúchos, Sartori deixa claro que a sua passagem pelo Piratini serviu apenas para a prática do esfacelamento das empresas estatais: extinguiu as Fundações, a Corag e na sua proposta de renegociação da dívida estadual, com o governo Temer, prometeu privatizar a matriz energética, entregando a CEEE, Sulgás e CRM ao capital privado.
Fez o que fez porque seu governo foi marcado pela falta de projeto. Desde o início, o Sindicato avisou. Era um governo ideológico, cuja ideologia era entregar o patrimônio público que pudesse.
O atual governo sugou ao máximo o Banrisul na sua condição de acionista majoritário. Começou com aquela operação de R$ 1,253 bilhão para a compra da folha de pagamento dos servidores públicos do Estado, passou pela venda das ações do Banco e culminou com o apequenamento do seu capital social com a retirada de mais de R$ 300 milhões.
A constatação que se tem dos 4 anos de Sartori é que, no apagar das luzes da sua gestão, ele demonstrou ser, de fato, um governo sem projeto e sem capacidade de solucionar a caótica situação da dívida fiscal do Rio Grande do Sul.
O Banrisul não sai somente enfraquecido nessa gestão pela competência dos seus empregados em transformar negócios em resultados financeiros: no exercício de 2017, o Banco apresentou uma lucratividade que passou de R$ 1 bilhão. Em 2018, tudo indica que ultrapassará esse resultado, pois no balanço do terceiro trimestre o lucro já é de R$ 796,1 milhões.
Na sua jornada por encolher o Banrisul, foi o governador derrotado que ficou pequeno.
Fonte: Imprensa SindBancários