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ATO PÚBLICO DENUNCIA PERSEGUIÇÕES NA CAIXA

 

Empregados em greve fizeram manifestação na Praça da Alfândega

A verdadeira caça às bruxas feita pela Caixa contra empregados que testemunham a favor de colegas em ações trabalhistas, tem revoltado toda a categoria. No fim da manhã desta terça-feira, 25, dirigentes sindicais e bancários em greve fizeram um ato público entre as agências da Caixa e do Banrisul, na Praça da Alfândega para denunciar a postura da empresa, que enquanto banco público, dá um péssimo exemplo como empregador.

A Caixa tem intimidado empregados que denunciam irregularidades administrativas, incluindo fraudes no registro da jornada através do sistema de ponto eletrônico (Sipon). Outra atitude ilegal da empresa é gerar processos administrativos contra empregados que são testemunhas em ações trabalhistas de colegas.
A conduta ilegal da Caixa já foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho pelo SindBancários. A entidade também enviará correspondências à OAB; à Amatra – Associação dos Magistrados do Trabalho; à Corregedoria do TRT; à OIT e às Comissões dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa RS, da Câmara Federal e do Senado.

O diretor do SindBancários, Jaílson Prodes, classifica a atitude da Caixa como espúria. "O movimento sindical vai continuar denunciando a empresa e lutando para garantir aos empregados o direito de buscarem na justiça o pagamento de passivos trabalhistas gerados pela Caixa", enfatiza o dirigente sindical.

O presidente do SindBancários, Mauro Salles, disse que o Sindicato irá acompanhar o caso. "Vamos reverter isso. Não vamos descansar. Quem está fora da lei e quem comete o crime é a Caixa. Isso é para além da greve. Não existia isto nem no tempo da ditadura. Esta moda não vai pegar", avisa.

"É inadmissível que uma empresa pública persiga seus empregados desta forma, estipulando um tribunal de exceção, sobrepondo a própria justiça. A Caixa não está agindo como um banco público ao desrespeitar direitos legítimos dos empregados", salienta o diretor da Fetrafi-RS, Mauro Cardenas, que é funcionário do BB, mas manifestou solidariedade aos colegas de banco público.

*Fetrafi-RS

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