Notícias

AUTORIZAÇÃO PARA PLEBISCITO DAS PRIVATIZAÇÕES TRANCA NA CCJ DA ASSSEMBLÉIA

Oposição retira quórum e parecer favorável do deputado Lucas Redecker não vai a votação

"Autorização

Autorização para plebiscito das privatizações tranca na CCJ da Assembleia | Foto: Guerreiro / Agência ALRS / CP

 

O governo do Estado do Rio Grande do Sul teve novo revés na manhã desta terça-feira em sua articulação para encaminhar a privatização das estatais do setor de energia na Assembleia. Os governistas pretendiam votar na reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa o parecer favorável do deputado Lucas Redecker (PSDB) ao projeto de decreto legislativo (PDL) 003/2017. O PDL aprova a realização de plebiscito para autorizar a alienação, transferência do controle acionário, cisão, incorporação, fusão ou extinção da CEEE, da CRM e da Sulgás. Ele foi apresentado por 19 parlamentares da base ou independentes em junho, após o Executivo não obter os votos suficientes para aprovar a PEC 259/2016, que estipulava o fim da exigência de plebiscito para decidir sobre a venda das três estatais, e retirar a proposta do Legislativo.

Para aprovar o que está na pauta de suas reuniões a CCJ, integrada por 24 parlamentares (12 titulares e 12 suplentes), precisa de um mínimo de sete votos. A reunião da manhã desta terça começou com quórum de 10 deputados, porque os pedetistas que compõem a comissão, os deputados Ciro Simoni e Gilmar Sossella como titulares, e Enio Bacci e Gerson Burmann como suplentes, não compareceram.

Após a apreciação de oito matérias, os três deputados titulares do PT e do PCdoB que integram a comissão e um do PTB (independente), saíram da reunião, derrubando o quórum. Com isso o parecer de Redecker não foi apreciado. A estratégia irritou principalmente peemedebistas, mas é idêntica a que vem sendo utilizada pelo governo em algumas das votações de projetos polêmicos. “A oposição se utilizou de um expediente muito conhecido no parlamento. É condição da parte que deseja aprovar projetos, neste caso o governo, a articulação para que exista quórum. Então, para o parecer passar, dependerá muito da articulação do governo”, adianta Redecker.

Além do parecer do tucano, também tramita na CCJ, sob a relatoria do deputado Luis Augusto Lara (PTB), o PL 107/2017, do Executivo, que trata das regras para a realização do plebiscito. No início deste mês o petebista encaminhou ao Executivo uma série de esclarecimentos, e aguarda as respostas. “O meu parecer só será exarado após serem recebidas as informações solicitadas”, informa.

Em função da Expointer, na próxima semana não haverá reunião da CCJ. O encontro seguinte será em 5 de setembro.

Veja outras notícias

Empregados apoiam candidatura de Fabiana Uehara para o CA da Caixa

A eleição ocorre de 4 a 6 de março; todas as empregadas e empregados da ativa podem votar A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a Fenae, APCEFs e diversas outras entidades representativas dos empregados da Caixa Econômica Federal...

Lucros crescem, mas Santander começa 2026 com demissões e sobrecarga

O ano mal começou e o clima já pesou no Santander. O banco tem promovido, nas primeiras semanas de 2026, desligamentos abruptos e sem transparência. Os diretores do Sindicato atenderam trabalhadores de carreira, com anos — e até décadas — de dedicação, dispensados de...

PLR dos bancários 2026

A Participação nos Lucros ou Resultados (PLR) dos bancários em 2026 é regida pela Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2024–2026, que define critérios de cálculo e prazos de pagamento. O pagamento é feito em duas parcelas. A primeira, de antecipação, é creditada até...