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Bancários e bancárias apontam a necessidade de unidade para reconstruir o Brasil

Com a participação de 94 delegados e 65 delegadas, que lotaram o auditório da Fetrafi-RS, em Porto Alegre, o 14º Congresso Estadual da Fetrafi-RS aprovou uma tese, quatro resoluções e cinco moções. A mesa diretiva, composta pelos bancários Luiz Carlos Barbosa e Arnoni Hanke, e pela bancária Cristiana Garbinatto, abriu os trabalhos com a leitura do regimento interno do congresso. Em seguida, Juberlei Bacelo defendeu a tese intitulada “A União Conquista”.

O documento traz um balanço da última gestão da Fetrafi-RS e ressalta a importância da unidade no período “para resistir aos ataques do governo Bolsonaro aos direitos, à democracia e à vida das pessoas”. Bacelo lembrou também o grande desafio de aprender a usar ferramentas tecnológicas durante a pandemia, para viabilizar as negociações com os bancos, além da luta para implantar medidas protetivas nos ambientes de trabalho. A tese aponta como tarefa dos bancários e bancárias a luta contra as altas taxas de juros impostas pelo Banco Central, o engajamento no debate da reforma tributária, que segue na disputa, participação da categoria nos movimentos de rua e apropriação do conhecimento para enriquecer os debates nos locais de trabalho.

Vídeo: Avaliação do diretor da Fetrafi-RS, Juberlei Bacelo

Ademir Wiederkehr, bancário e dirigente da CUT-RS, pediu que fosse acrescentado ao documento uma proposta de campanha pelo fim da autonomia do Banco Central. “Não basta termos elegido o Lula, temos que continuar nas ruas, nas redes e nos locais de trabalho fazendo a boa luta, e incentivando os sindicatos a se filiarem à CUT, para fortalecer a unidade da classe trabalhadora”, ressaltou.

Cristiana Garbinatto elogiou o balanço exposto no texto, além da proposta de reafirmar a autonomia sindical frente aos governos e aos partidos. “Ganhamos a eleição, mas não derrotamos o fascismo. Há muito trabalho a ser feito para reconstruir o Brasil e, se essa tese for levada a cabo, conseguiremos grandes avanços”, pontuou.

Vídeo: Confira o que disse a diretora da Federação, Cristiana Garbinatto.

RESOLUÇÕES

A primeira resolução aprovada no Congresso defende o apoio e engajamento dos sindicatos que integram a Fetrafi-RS nas lutas sociais e populares para “construir um processo de superação do bolsonarismo e tudo que ele representa para a utopia de uma sociedade democrática, humana e feliz”.

As questões climáticas foram abordadas em uma resolução e em uma moção, que acabaram unificadas e aprovadas por unanimidade pelo plenário. “Que a Fetrafi coordene e realize campanhas midiáticas, visando a conscientização da categoria e da população em geral sobre a questão ambiental e as práticas sustentáveis, que tenham por finalidade a preservação dos recursos naturais”, diz um trecho da resolução. A moção complementa, solicitando que a Fetrafi-RS negocie com os gestores dos bancos a adoção de “planos de contingência preventivos” para eventos climáticos, como os ciclones, de forma que o trabalho presencial, nos locais afetados, seja mantido “com o mínimo efetivo”.

Vídeo: Confira a avaliação do diretor Edson Rocha sobre o evento.

A terceira resolução tratou do tema Diversidades, destacando que, embora tenha havido avanços após a eleição de Lula, “as diversidades ainda enfrentam toda forma de assédio, violência e machismo” e “são alvo de exclusão e discriminação na sociedade”. O documento reforça “a necessidade de dedicarmos ações efetivas das nossas entidades e representantes, para o enfrentamento da violência contra as diversidades, seja na vida, no trabalho, e na militância sindical e política”.

A quarta resolução aprovou um novo modelo de organização dos banrisulenses, seguindo os critérios adotados por empregados de outros bancos em âmbito nacional. Ela cria a Comissão Executiva dos Empregados do Banrisul (CEEBANRI), tendo como base o debate a ser realizado nas regionais da Fetrafi e daqueles lotados fora do Estado. É com base nos debates regionais que serão definidas as reivindicações e estratégias dos banrisulenses, e escolhidos os membros da Comissão (CEEBANRI). Defendida pelo presidente do SindBancários e empregado do Banrisul, Luciano Fetzner, “a resolução vai no sentido de fortalecer as regionais da Fetrafi”, ampliando a democracia e tornando o comando mais representativo.


Moções

Outras cinco moções foram aprovadas pelos delegados e delegadas: de apoio ao governo Lula pela sanção da lei da igualdade salarial entre homens e mulheres; de apoio à CPI da Corsan; em memória das Vítimas da Covid 19; sobre as mudanças no sistema financeiro e a importância do home office; e em defesa da Caixa como banco 100% público. Uma moção de apoio à presidenta da Caixa, Maria Rita Serrano foi derrotada, porque a maioria do plenário entendeu que defender alguém que hoje está em um cargo de gestor vai contra o princípio de autonomia e independência da Fetrafi-RS. “Defendemos uma visão de empresa e não a presidenta da Caixa. Certamente, teremos embates ao longo de sua gestão. Hoje temos ouvidos muitas reclamações de gestores que estavam alinhados com o Pedro Guimarães e o bolsonarismo na gestão passada e queremos acabar com isso”, argumentou Juberlei Bacelo, diretor da Fetrafi-RS.

Vídeo: diretor da Fetrafi-RS, Luiz Carlos Barbosa, também avaliou o Congresso deste ano.

Nova direção

Com 107 votos contra 52, a Chapa 1 (União e Conquista) venceu a Chapa 2 (Unimulti), ficando com 26 cadeiras na nova diretoria e cinco cargos da direção executiva, contra 12 assentos na direção e dois na executiva da segunda colocada.



Reportagem: Maricélia Pinheiro / Verdeperto Comunicação
Fotos e vídeos: Araldo Neto / Verdeperto Comunicação

FONTE: FETRAFI RS

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