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BANCÁRIOS ENTRAM EM GREVE NESTA TERÇA-FEIRA EM TODO O PAÍS

Assembleias definiram organização do primeiro dia do movimento "" 


E a hora da greve chegou! Nesta terça-feira (6) começa mais um capítulo da Campanha Salarial 2015 que só acaba com a apresentação de uma proposta decente da Fenaban. Os trabalhadores do setor não abrem mão de aumento real nos salários, melhoria na PLR e avanços nas cláusulas sociais.


Na última reunião de negociação com o Comando Nacional dos Bancários, ocorrida no dia 25 de setembro, os bancos ofereceram reajuste de 5,5% nos salários e verbas, ante a inflação de 9,88% no período, o que geraria perda de 4% nos salários, anulando os ganhos reais conquistados, com muita luta, nos dois últimos anos. Só em 2013, foi quase um mês de greve. No vale-refeição, o reajuste não pagaria uma coxinha, já que representaria R$ 1,43 ao dia.

O abono de R$ 2,5 mil também foi rechaçado pelos bancários. A categoria entendeu que, além de ser pago só uma vez, o valor não integraria o salário e, consequentemente, não se incorporaria ao FGTS, à aposentadoria nem ao 13º, gerando perdas enormes também no longo prazo. Fora que sequer seriam esses R$ 2,5 mil, porque sobre eles incidem imposto de renda e INSS.

"A intolerância dos bancos nas negociações da campanha salarial já é velha conhecida da categoria. A proposta apresentada pelos banqueiros neste ano é uma afronta aos trabalhadores e obriga os bancários a imprimir mais uma grande greve. Temos uma história de luta e organização que viabilizou grandes conquistas coletivas. Em 2015 não será diferente. Contamos com a adesão massiva dos bancários à greve para pressionar a Fenaban a apresentar uma nova proposta”, convoca o diretor da Fetrafi-RS e membro do Comando Nacional, Juberlei Baes Bacelo.

Lucro dos Bancos

A indignação da categoria com a proposta não é à toa, afinal os bancos passaram bem longe da tal crise alardeada. Engordaram seus cofres no primeiro semestre lucrando R$ 36,3 bilhões, 27,3% a mais do que o mesmo período do ano passado (resultado de BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander).

De 2013 até agosto deste ano o reajuste das cestas de serviços até agosto deste ano chegou a até 169%, quase oito vezes mais que a variação do IPCA no mesmo período, de 19,63%. Somente a arrecadação com tarifas cobre todas as folhas de pagamento e sobraria muito para contratar mais, necessidade premente da categoria.

E como falar em crise para negar as reivindicações, se o setor paga, em média, quase R$ 420 mil por mês para cada executivo, contra o salário médio de R$ 6,2 mil para os trabalhadores? Justamente eles, os bancários, grandes responsáveis por ir para a linha de frente e gerar tanto resultado.

Reivindicações dialogam com os direitos de clientes e usuários dos bancos

Durante a greve a categoria bancária também irá destacar a falta de responsabilidade dos bancos com os brasileiros, buscando ampliar a consciência dos clientes sobre a verdadeira postura de exploração das instituições. Além dos juros e tarifas exorbitantes, os bancos discriminam cada vez mais os clientes de baixa renda e não se importam com a segurança nas agências e postos de atendimento. O Rio Grande do Sul já registra recordes de ataques a bancos em 2015. De janeiro até agora, foram contabilizados pelo menos 37 ataques com uso de explosivos no Estado. Não houve qualquer iniciativa do sistema financeiro para ampliar a prevenção de assaltos, sequestros, arrombamentos e explosões.

*Comunicação/Fetrafi-RS com informações da Contraf/CUT

 

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