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BANCÁRIOS REFORÇAM DEFESA DO BANRISUL
Diretoria privatista, venda de ações e precarização do atendimento foram destacadas em reunião do Comando Nacional dos Banrisulenses
 

A defesa do Banrisul foi a pauta principal da reunião do Comando Nacional dos Banrisulenses, realizada nesta terça-feira (25), na sede da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras no Rio Grande do Sul (Fetrafi-RS). “Defender o Banrisul é defender todo o patrimônio público”, afirmou a diretora da Fetrafi-RS, Denise Falkenberg Corrêa.

As recentes intenções na venda das ações do Banrisul que podem reduzir a participação do estado de 49,39% do capital total da instituição para 25% corroboram com a afirmação de que a nova diretoria foi escolhida para conduzir a privatização. “Está claro que o presidente escolhido para o Banco (Cláudio Coutinho Mendes) tem caráter privatista”, destacou o diretor de formação da Fetrafi-RS, Carlos Augusto Rocha.

A questão do reajuste salarial que será concedido ao presidente e aos diretores, de cerca de 70%, também foi ponto de pauta. De acordo com a diretora eleita para o próximo mandato da Fetrafi-RS, Ana Maria Betim, o fato repercutiu mal no Vale do Paranhana. “Para nós foi vergonhoso”, disse, referindo-se às altas cifras que o estafe receberá. Para o Comando, a instituição saiu enfraquecida do episódio, pois o alto salário virou motivo de piada na mídia.

Além disso, segundo relatos durante a reunião, os Programas de Demissão Voluntária e a substituição de funcionários por estagiários, o que vem se crescendo principalmente no interior do Estado, vêm sucateando as agências e precarizando os serviços do Banco.

Plebiscito

Sobre as privatizações previstas pelo governo estadual, Denise lembrou que o governador Eduardo Leite havia prometido em campanha que chamaria um plebiscito para consultar a população sobre a venda da CRM, Sulgás e CEEE, mas, ao invés disso, acabou com o instrumento de participação popular, com a aprovação da maioria dos deputados estaduais.

Entretanto, como destacou Ana Maria, o plebiscito referente à venda do Banrisul permanece na Constituição Estadual. “Ainda temos essa arma para lutar em defesa do nosso patrimônio”, enfatizou.

Como encaminhamentos, o Comando decidiu solicitar oficialmente uma reunião com o novo presidente Coutinho e diretoria sobre os planos para o futuro do Banrisul e valorização do quadro funcional. Além disso, deve produzir materiais de esclarecimento à sociedade sobre a importância de defender que o Banco do Estado do Rio Grande do Sul permaneça sob controle acionário dos gaúchos e das gaúchas.

Fonte: Contraf-CUT, com imprensa Fetrafi-RS

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