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BANCÁRIOS SE PREPARAM PARA GREVE E RECOMENDAM ANTECIPAR PAGAMENTOS

Categoria exige retomada de negociações com a Fenaban

Embora os bancários de todo o País tenham decidido entrar em greve a partir de terça-feira, ainda resta uma esperança de essa decisão ser revertida. Basta os banqueiros, por meio de seus representantes na Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), apresentarem, até segunda-feira, uma nova proposta de reajuste salarial maior que os 6% fixados até agora. Porém, como ninguém no Sindicato dos Bancários acredita que isso venha a acontecer, todas as medidas estão sendo providenciadas para a paralisação por tempo indeterminado.

Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários de Santos, Ricardo Saraiva, o Big, a revolta contra o "descaso" dos banqueiros ficou evidente na assembleia realizada nesta quarta-feira, quando os funcionários criticaram duramente o tratamento que a categoria vem recebendo da classe patronal.

Temos certeza que eles (os banqueiros) não vão apresentar nenhuma proposta até o início da paralisação. Por isso, na assembleia de segunda-feira vamos definir as ações que serão adotadas para mostrar que estamos unidos nessa luta".

Autoatendimento

Para que a população não seja prejudicada pelo movimento da categoria, Big afirmou que os postos de autoatendimento poderão ser utilizados normalmente. "Recomendamos também que, dentro do possível, os clientes antecipem o pagamento de contas. O ideal, porém, seria que as pessoas não procurassem os bancos durante a greve".

Além de reajuste salarial de 10,25%, que resultaria em 5% de aumento acima da inflação, os bancários pedem, também, maior participação nos lucros e resultados e e revisão do piso salarial para R$ 2,4 mil.

Caixa e BB

Big informou que, em meio à decisão pela greve, o Comando Nacional dos Bancários retoma nesta sexta-feira as negociações com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. As novas reuniões foram motivadas pelo envio de cartas, nesta quinta-feira, aos dois bancos, procedimento que também foi feito em relação aos quatro maiores bancos privados (Itaú, Bradesco, Santander e HSBC).

Segundo o dirigente sindical, a defasagem salarial é maior nesses dois bancos. "Atinge 50% no Banco do Brasil e 90% na Caixa Econômica Federal, resultantes das perdas acumuladas durante o período de governo de Fernando Henrique Cardoso", disse Big.
*A Tribuna On-line

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