Medidas visam diminuir as despesas, sem considerar sobrecarga de trabalho
Uma prática comum no Banco do Brasil, a substituição de caixa, foi suprimida de forma radical pela instituição. Segundo informações de sindicatos filiados à Fetrafi-RS, o banco simplesmente informou através de comunicado interno, que não haverá substituição de caixa no mês de junho. O tema é polêmico e fez a Federação solicitar uma reunião com a GEPES/RS, Gestão de Pessoas do banco no RS, nesta terça-feira, 07, às 14h.
De acordo com a representante dos funcionários gaúchos na Comissão de Empresa do BB, Cristina Santos, o tema é polêmico porque embora os bancários estejam habituados a receber pela substituição de caixa, o Banco do Brasil está mascarando a necessidade de efetuar novas contratações para a função. "Mesmo sendo considerada extraordinária, a substituição é habitual no BB, por isso as pessoas acabam contando com a diferença de remuneração nos salários”, explica Cristina.
Outra questão é o corte de todas as horas extras, outra deliberação do banco que também atinge escriturários e assistentes com jornada de 6h. "Isto prejudica de maneira geral o fluxo do atendimento da agência e dos caixas”, analisa a sindicalista.
A dirigente sindical salienta que o objetivo da reunião é cobrar do banco uma solução definitiva para o problema, que foi gerado pela própria instituição, através de medidas de gestão focadas puramente no corte de custos.
*Comunicação/Fetrafi-RS