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BANCO DO BRASIL EMPRESTA R$ 5,5 BILHÕES À USINA DE BELO MONTE

 
Participação do BB deve chegar a R$ 5,5 bilhões, quase 30% do total a ser financiado com as condições dos empréstimos do BNDES

O Banco do Brasil será, junto com o BNDES, o grande financiador da usina hidrelétrica de Belo Monte. A participação do BB deve chegar a R$ 5,5 bilhões, quase 30% do total a ser financiado com as condições dos empréstimos do BNDES, segundo informam diversas fontes ligadas ao consórcio.

O banco de fomento se comprometeu a financiar 80% do total a ser investido na obra, mas pelas regras do acordo de Basileia não pode emprestar diretamente mais do que R$ 14,5 bilhões. Esse valor corresponde hoje a 25% do patrimônio de referência do BNDES e é o limite para ser alocado a um único empreendimento.

Para chegar aos R$ 20 bilhões estimados em financiamento, é preciso que algum banco aceite as condições com as quais o BNDES se comprometeu. Papel que será assumido pelo BB, já que os limites de crédito dos bancos privados não conseguem acompanhar as condições do BNDES.

Entre elas, está um prazo de carência para o primeiro pagamento em torno de oito anos e mais 25 anos para a amortização, a uma taxa de juros em torno de 5,5% ao ano. Além disso, os 17 sócios do consórcio precisam buscar financiamento com os bancos privados para o capital próprio que vão aportar e que representa 20% do total a ser investido na hidrelétrica.

Oficialmente, o Banco do Brasil informou apenas que tem interesse em financiar o projeto de Belo Monte e está estudando as condições, mas que não recebeu nenhum pedido formal de empréstimo até agora. Mesmo sem registros oficiais, sua participação no financiamento já fez com que a construtora Mendes Junior se retirasse da sociedade, pois poderia inviabilizar o empréstimo. O banco não pode dar crédito a empresas com as quais mantém disputa judicial.

A Mendes Junior trava até hoje com o Banco do Brasil uma grande batalha nos tribunais nacionais e também no exterior para concretizar um acerto de contas entre financiamentos e cessão de créditos derivado das atividades da empresa no Iraque na década de 80. Além disso, pleiteia uma indenização de US$ 3 bilhões por perdas e danos.

*Valor Online

 

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