Notícias

BANCO DO BRASIL INSISTE EM CORTES DE DIREITOS

Representação dos funcionários diz que redução da PLR do programa próprio e do ciclo de avaliação da GDP são pontos inaceitáveis

Em reunião de negociações com a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), realizada na manhã desta quinta-feira (27), o Banco do Brasil manteve a proposta de corte de direitos dos funcionários previstos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) em vigência até 31 de agosto.

O banco quer cortar 50% no programa próprio da Participação nos Lucros e/ou Resultados (PLR); reduzir de três para apenas um ciclo avaliatório do programa de Gestão de Desempenho Profissional (GDP)proibir a acumulação e venda dos cinco dias de folga a que os funcionários têm direito a cada ano.

PLR pela metade

“Não existe a menor possibilidade de aceitarmos que o banco corte metade da parcela da PLR do programa próprio. Já conseguimos que haja redução na parcela negociada com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e vamos continuar lutando para que o BB desista do corte no programa próprio”, disse o coordenador da CEBB, João Fukunaga.

O ACT em vigência prevê a distribuição linear entre os funcionários de 4% do lucro líquido do banco, que tem a intenção de reduzir esse percentual para 2% do lucro líquido.

Alteração na GDP

A secretária de Juventude e representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) nas negociações com o banco, Fernanda Lopes, descarta também a possibilidade de redução do ciclo avaliatório da GDP.

“O que o banco quer é promover uma alteração na cláusula 49 do nosso acordo coletivo, com o objetivo de facilitar o decomissionamento. Não temos como aceitar tal mudança, pois ela permitirá que os funcionários sejam ainda mais pressionados a cumprirem metas, muitas vezes inatingíveis” observou a dirigente da Contraf-CUT.

Abonos

Além do corte na PLR e da facilitação para os descomissionamentos, o Banco do Brasil também quer impedir que os funcionários convertam os dias de folga não utilizados em pecúnia, ou seja, impedir o recebimento destes dias em dinheiro. Os funcionários também não poderão acumular essas folgas, terão que utilizá-las durante o ano.

Intervalo na jornada

Também não houve avanço sobre o registro no sistema do intervalo de 15 ou 30 minutos para quem cumpre jornada de seis horas. No BB, o bancário com jornada de seis horas cumpre, na verdade, seis horas e 15 minutos, ou seis horas e 30 minutos. A CEBB reivindica que os 15 minutos ou dos 30 minutos de intervalo sejam considerados como parte da jornada de seis horas, como ocorre atualmente na Caixa.

 

FONTE: CONTRAF

Veja outras notícias

Bancários de todo o país aprovam ACT do Banco do Brasil

O acordo será assinado hoje; PLR será pagar na quarta-feira, dia 16 As bancárias e os bancários do Banco do Brasil aprovaram, na ampla maioria das bases sindicais, a proposta para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico. As assembleias foram realizadas nas...

O que é dissídio e o significado de ir para o TST?

Entenda o que está em jogo para os trabalhadores da Caixa A ameaça da Caixa de levar a campanha salarial para a Justiça do Trabalho acende um sinal de alerta sobre as empregadas e empregados do banco público. Diante de impasses nas negociações, o recurso ao dissídio...

Itaú paga PLR e PCR dia 24 de setembro

Banco informa data de pagamento da primeira parcela da PLR; Adiantamento foi negociado pelo movimento sindical O banco Itaú informou que irá pagar a antecipação da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos valores referentes à Participação Complementar nos...