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BANCOS ADMITEM MENOS NO PRIMEIRO SEMESTRE, E QUEM CONTRATA PAGA MENOS

Ritmo de criação de vagas formais caiu 80% no período; só não houve redução por causa da abertura de empregos na Caixa Econômica Federal

Pesquisa divulgada hoje (6) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aponta queda de ritmo drástica na criação de empregos formais no setor. O saldo no primeiro semestre foi de 2.350 postos de trabalho com carteira assinada, ante 11.978 em igual período de 2011, queda de 80,4% na abertura de vagas. E o saldo só terminou positivo por causa do resultado da Caixa Econômica Federal, que abriu 3.492 empregos. Na média, os contratados entraram ganhando menos.

Alguns dados mostram sinais de redução de custos. O nível de emprego só aumentou entre trabalhadores com até 29 anos. E o salário do bancário contratado no primeiro semestre é, em média, 35,4% menor que o demitido – de R$ 4.193,22 para R$ 2.708,70.

Assim, entre trabalhadores com rendimento superior a dez salários mínimos o saldo do emprego formal caiu (-1.632). Há 7.474 bancários a menos com salários entre 3,01 e dez mínimos. O saldo só aumentou entre funcionários com 2,01 a três mínimos (11.274) e até dois mínimos (185).

Segundo a pesquisa elaborada pelo Dieese, entre trabalhadores com até 24 anos o saldo foi de 6.288 contratações. De 25 a 29 anos, chegou a 1.743. Nas demais faixas, o emprego formal caiu: de 30 a 39 anos (-1.056), de 40 a 49 (-1.883) e de 50 a 54 anos (-2.714).

Quase 60% dos funcionários demitidos estavam no emprego há menos de cinco anos, e 24% tinham dez ou anos mais de casa. Os empregados há menos de um ano eram 18%. Os maiores saldos foram registrados entre trabalhadores com ensino médio completo e superior incompleto.

Comparado a 2001, o setor mostra "contínuo crescimento" no total de empregados, de 392 mil para 509 mil. "Durante a década de 1990, esse estoque teve queda de 46%, especialmente devido ao processo de reestruturação produtiva que atingiu diversos setores da economia brasileira no período", diz a Contraf. "É possível, portanto, caracterizar a última década como um período de recuperação de postos de trabalho."

Na análise da entidade, apesar das incertezas na economia e da expectativa de crescimento modesto do Produto Interno Bruto (PIB) não se explica a pequena criação de vagas neste ano. "Conforme mostram os relatórios de administração dos bancos referentes ao primeiro semestre, o setor bancário apresenta trajetória positiva em todos os seus indicadores, excetuando-se os de emprego."

Rede Brasil Atual

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