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BANCOS E CERVEJARIAS DUELAM NO CARNAVAL

O Carnaval é peça-chave na disputa por mercado entre as principais cervejarias do país e os maiores bancos privados. Juntos, Ambev, Schincariol, Itaú e Bradesco investem, ao menos, R$ 21,6 milhões neste ano, considerando só patrocínios oficiais às prefeituras e aos desfiles.

No Rio, a Schincariol apoia o desfile das escolas de samba do Grupo Especial desde 2004 –com a marca Devassa, a partir de 2010–, ao lado do Bradesco. Ambos não falam em valores, mas se estima que cada cota tenha saído por, ao menos, R$ 4 milhões.

Em reação, a Ambev patrocina há três anos o Carnaval de rua do Rio. O Itaú entrou no evento no ano passado. As companhias arcam com as despesas em infraestrutura de banheiros químicos (serão 13 mil neste ano) e de controle de trânsito -o que consume R$ 8 milhões, segundo a prefeitura.

Schincariol (com a marca Nova Schin), Itaú e Petrobras são os principais patrocinadores oficiais da Prefeitura de Salvador. Cada uma investiu R$ 3,4 milhões para ter suas marcas expostas em vários pontos da cidade e nos circuitos Campo Grande e Barra-Ondina.

As cervejarias também patrocinam blocos, trios e cordões no Rio, Salvador e Recife. A Skol apoia o Galo da Madrugada em Pernambuco. A Schincariol ajuda a liga carioca de blocos Sebastiana.

Diante do pico de consumo no verão e especialmente nos dias de folia, é quase uma obrigação para as cervejarias investir pesado em marketing no Carnaval. "É o momento de alto consumo, de festa e de descontração. Tem tudo a ver com cerveja", diz Marcelo Tucci, diretor de eventos da Ambev.

O executivo da empresa nega, porém, que o patrocínio ao Carnaval carioca de rua tenha sido em resposta aos investimentos da rival Schincariol no sambódromo. A Ambev organiza há 26 anos o Camarote da Brahma.

"Há espaço para todos, mas nós somos os maiores patrocinadores do Carnaval do país", afirma Luiz Cláudio Taya, que é gerente de marketing da Schincariol, sem revelar números.

São Paulo
Caio Luiz de Carvalho, presidente da estatal municipal São Paulo Turismo, afirma que a cidade, que investe R$ 24 milhões em subvenção a escolas e infraestrutura, conta apenas com patrocínio de R$ 1 milhão a Schincariol e da Ingresso.com para realizar o camarote da prefeitura no sambódromo.

A Lei Cidade Limpa, que impede a colocação de outdoors e placas em São Paulo, reduziu o interesse das empresas, segundo ele.

*Folha de São Paulo

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