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Banrisul assume o compromisso de manter metas semestrais
Banrisul assume o compromisso de manter metas semestrais

Em reunião na tarde desta terça-feira (21/11), na sede da Fetrafi-RS, os negociadores do Banrisul assumiram o compromisso de manter as metas semestrais, com a divulgação sempre no final de dezembro e final de junho, cumprindo o que prevê a cláusula 12 do ACT/PPR e pondo fim às frequentes alterações que vinham sendo feitas nos últimos tempos. Como a nova direção acabou de assumir e o sistema está sendo ajustado, a direção do banco informou que pode haver um pequeno atraso para informar as metas do primeiro semestre de 2024 e estipulou como prazo máximo o dia 10 de janeiro.

Em relação ao fato da pontuação estar atrelada à adimplência do cliente, em um primeiro momento os negociadores disseram que a posição do Banrisul é de não recuar. No entanto, a diretora da Fetrafi-RS, Raquel Gil de Oliveira, lembrou novamente que a prática adotada pelo banco é ilegal e que seguir com ela significa gerar passivo trabalhista para o futuro. “Já temos ganho jurídico em casos similares. E nossa intenção é de evitar ao máximo judicializar. Essa mesa existe para negociarmos, então peço que que o banco repense seu posicionamento e nos traga uma posição na próxima reunião”, disse.

Luciano Fetzner, presidente do SindBancários Poa e Região, reforçou o pedido da diretora da Fetrafi-RS e disse que a Federação e o Sindicato não irão recuar nesse ponto, porque “o trabalhador não pode pagar esse ônus”. “Volto a repetir: quem concede o empréstimo é o banco e não o bancário. Nós negociamos com o cliente dentro dos critérios que o banco define. Além disso, o risco já está calculado na taxa de juros”, reafirmou.

Sobre a meta negativa, quando o bancário ou a bancária perde pontos alcançados em uma meta x, caso não atinja o mínimo exigido para a meta y, a direção do Banrisul negou mais uma vez que isso venha acontecendo. No entanto, os representantes dos(as) trabalhadores(as) apresentaram planilhas que comprovam o fato.

Em todos os relatos dos membros da Mesa que representam os(as) trabalhadores(as) foi enfatizado a questão do adoecimento da categoria devido à abusividade das metas, e de como o modelo não tem dado certo nem para os(as) bancários(as), nem para o banco. “Quem define as metas é o banco, mas cabe a nós impedir que elas sejam abusivas e que causem o adoecimento dos colegas”, observou Ana Furquim, diretora da Fetrafi-RS.

Durante a reunião, falou-se também sobre as medidas que o Banrisul está tomando em relação aos(às) trabalhadores(as) que trabalhavam em agências localizadas nas cidades destruídas pelas enchentes, uma vez que para estes(as) ficou impossível cumprir qualquer meta. O negociador do banco garantiu que a questão está sendo tratada com bastante cuidado e que estão sendo estudadas soluções para esses casos.

A próxima reunião para tratar dos pontos pendentes em relação às metas ficou agendada para o dia 5 de dezembro. No dia 6, a mesa volta a se reunir para tratar especificamente sobre a situação das agências dos municípios atingidos pela cheia.

Mobilização

Antes da reunião com o banco, o Comando Nacional dos Banrisulenses se reuniu e após um intenso debate definiu-se pela necessidade de mobilizar a base através da criação de dias de luta, a exemplo do Dia do Cartão Amarelo; ações sindicais nas agências, em especial naquelas onde há maior casos de assédio; e a construção urgente de um calendário de lutas para 2024.

 

  

 

     

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