Uma verdadeira maré vermelha tomou conta da rua Caldas Junior, em Porto Alegre, entre às 11h e às 13h, da quinta-feira, 11 de abril. Vestindo camisetas vermelhas, soltando balões vermelhos, calçando sapatos vermelhos, promovendo apitaços, centenas de banrisulenses lotados na DG emitiram um alerta final à direção do Banrisul. Ou o banco apresenta uma proposta decente de Plano de Carreira, na terça-feira, dia 16, ou a nossa assembleia do dia 18, irá mostrar que o tempo acabou para os diretores do banco público dos gaúchos. A sirene vai soar com mais força ainda.
A história do atual Plano de Carreira do Banrisul é o retrato de uma colcha de retalhos. Ano após ano, desde 1958, quando foi implantado, o Plano de Carreira do Banrisul foi sendo remendado. Há muito tempo que os bancários e bancárias do banco dos gaúchos querem valorização com um piso diferenciado, justiça com critérios mais claros nas promoções e uma progressão que garanta aumentos decentes e periódicos para uma carreira atrativa e próspera. Mas, nenhuma direção agora assumiu o compromisso ou apresentou uma proposta de reforma que atenda às necessidades e expectativas históricas dos banrisulenses.
"O banco já nos passou um cachorro no dia 27 de março quando não apresentou a proposta que prometeu a apresentar. Não assinou o nosso Acordo Coletivo de Trabalho que tinha o dia 31 de março como prazo final para apresentação da proposta. Agora, na terça-feira que vem, promete apresentar a proposta. Se não honrar com a palavra, vamos aumentar muito o tom das nossas manifestações. Tenho certeza de que iremos paralisar este Estado inteiro se não for depositada na nossa mesa um Plano de Carreira decente", anunciou o presidente do SindBancários, Mauro Salles.
Durante o ato de duas horas em frente ao prédio da Direção Geral, os banrisulenses de vários setores da administração do banco vestiram vermelho e foram almoçar um cachorro-quente alusivo à "cachorrada" que a direção do banco aprontou com os trabalhadores e trabalhadoras em março. Houve queima de fogos de artifícios, balões vermelhos foram soltos, show com o cantor Charles Busker e um clima de indignação.
"Mostramos muita mobilização neste ato. Isso mostra que os banrisulenses sabem muito bem que não conquistamos nada se não nos mobilizamos e se não tivermos unidade. Foi com greve que conseguimos no Banrisul ampliar a participação no lucro líquido, com 1% a mais na distribuição linear. Foi também com muita luta e paralisações que conseguimos uma Cesta de Natal de R$ 1 mil. Com o Plano de Carreira não será diferente. Nossa assembleia no dia 18 saberá nos dizer qual caminho devemos seguir depois da proposta e também o tom da nossa voz", avaliou Mauro Salles.
Fonte: Imprensa SindBancários