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BB ADIA DECISÃO SOBRE VCP E ANUNCIA NOVAS MEDIDAS DE REESTRUTURAÇÃO

                                 Banco apresentou o quadro atual de 2.189 funcionários utilizando a verba "" 


Em audiência de mediação realizada no Ministério Público do Trabalho (MPT) na terça-feira, 2/5, em Brasília, para tratar da reestruturação no Banco do Brasil e prorrogação do prazo de complementação dos salários dos funcionários remanejados, o Banco do Brasil informou que ainda não estão concluídos todos os estudos necessários e que anunciará novas medidas de movimentações e realocações de funcionários até o final de maio, quando responderá de forma definitiva sobre a extensão da VCP por um prazo maior. A VCP (Vantagem de Caráter Pessoal) é uma verba que mantém a remuneração dos funcionários que perderam cargo devido ao processo de reestruturação.

"Havia uma expectativa dos funcionários sobre a extensão da VCP que não se concretizou. Esperamos que até o início de junho o banco dê resposta positiva quanto a isso”, disse Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB).

A Contraf-CUT reivindica VCP Permanente até que todos sejam realocados em funções e salários equivalentes ao que exerciam antes da reestruturação. O Ministério Publico recomendou em audiência a extensão da VCP por 12 meses.

Durante a audiência foi novamente cobrado do BB um quadro geral com o percentual de perdas salariais por cargo e por estados e solicitado ao banco que os caixas que estejam substituindo frequentemente sejam nomeados e sejam criadas vagas de caixas em agências onde existam funcionários exercendo a função de caixa.

O Banco apresentou o quadro atual de 2.189 funcionários em VCP total, ou seja, que perderam o cargo e não foram realocados em nenhuma função.

Para o coordenador da CEBB, a audiência não trouxe fatos novos além da discussão sobre as vagas de caixa.

Súmula 37

"Também cobramos, mais uma vez, sobre a incorporação da função administrativamente nos moldes da Súmula 372 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), mas o banco manteve seu posicionamento de não negociar este tema”, informou o coordenador da CEBB.

A Contraf-CUT já está tomando medidas judiciais para garantir a proteção salarial dos funcionários que perderam cargos, dentro do conceito de proteção da remuneração previsto na Súmula 372 do TST e continuará cobrando as realocações dos funcionários em cada base.

A Contraf-CUT cobrou também reativação da função de Gerente de Negócio nas agências de varejo, uma vez que as atribuições do cargo estão sendo transferidas para os Gerentes de Serviço.

Uma nova rodada de negociações entre sindicatos e BB está agendada para o dia 1º de junho, antes da audiência no MPT, que foi marcada para o dia 2 de junho, às 10 horas, em Brasília.

*Contraf/CUT 

 

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