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BENDINE REAFIRMA META DE RENTABILIDADE MAIOR NO BB

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, disse ontem que está mantida a meta maior assumida com o mercado financeiro de obter em 2009 um retorno recorrente entre 19% e 22% sobre o patrimônio líquido. Outras metas, entretanto, como a de uma expansão da carteira de crédito entre 13% e 17% e um "spread" entre 6,8% e 7,2%, poderão ser abandonadas para que o BB cumpra o compromisso assumido com o governo de destravar o crédito na economia.

Ontem, na sua primeira entrevista coletiva, Bendine esclareceu como pretende cumprir dois compromissos que, a princípio, parecem antagônicos – conciliar o corte dos spreads bancários com a rentabilidade do BB.

Quando Bendine foi anunciado no cargo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o executivo assinaria um contrato de gestão com o governo para reduzir juros e o spread bancário e expandir o crédito. Alguns dias depois, em teleconferência com analista do mercado, Bendine disse que as metas de desempenho anteriormente assumidas com o mercado estavam mantidas, o que inclui uma expansão relativamente moderado do crédito e spreads ainda altos.

"Esses são pontos referenciais que a gente vai perseguir, mas nossa atuação vai se colocar mais pelo retorno sobre o patrimônio líquido", afirmou Bendine. "Se houver uma queda maior na taxa de juros, vamos ter que compensar com o volume dos negócios e a busca de outras receitas." Como exemplo, ele citou o aumento do retorno na área de seguros.

Ontem, o presidente do BB disse que não será assinado formalmente um contrato de gestão com o governo. "Foi uma força de expressão usada pelo ministro Mantega", afirmou. Segundo ele, há "um compromisso informal" com o ministro. A cada período de uma ou duas semanas, disse, ele se reunirá com Mantega para prestar contas das ações.

Hoje, indicou Bendine, o BB dará mais um passo na sua nova estratégia de redução de "spread", após o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC decidir sobre um novo movimento na taxa básica. "Os juros (do BB) vão cair na próxima reunião do Copom", afirmou Bendine. Ele enfatizou, porém, que o BB irá manter os rígidos controle de risco. Questionado se a redução seria "ao gosto do ministro Mantega", ele respondeu: "Não, será ao gosto da técnica bancária".

Também ontem, o executivo anunciou a criação de uma nova linha de crédito, a CDC Linha Branca, destinada a financiar eletrodomésticos que foram beneficiados com a redução do Imposto sobre Produtos Industriais (IPI), setor cuja retomada é considerada prioritária pelo governo.

Os juros mínimos são de 1,99% ao mês, menores que os 2,62% vigentes em linhas semelhantes, e haverá uma carência de até seis meses para pagar a primeira parcela, bem acima dos 59 dias hoje praticados. "Foi criada uma oportunidade de negócio com a redução do IPI", diz Bendine.

Ele também anunciou outra operação vinculada as políticas de governo: um empréstimo, no valor de R$ 20 milhões, com a incorporadora Cyrela, para a construção de 500 casas em Sorocaba (SP) dentro do programa "Minha Casa, Minha Vida". O financiamento imobiliário para pessoas físicas, dentro das regras do programa, deverá começar dentro de 60 dias, depois de concluídos ajustes nos sistemas do banco.

Com as mudanças em seis das nove vice-presidências do BB, Bendine disse que sua equipe está completa. "É natural, em qualquer empresa, um novo presidente, ao assumir, montar sua própria equipe com pessoas que têm maior afinidade de trabalho", afirmou. "No conselho diretor não haverá mais mudanças." Agora, a tarefa será preencher seis diretorias que estão vagas.

O BB segue negociando com o Banco de Brasília (BRB) e com o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) para uma eventual fusão ou aquisição. Nos últimos dias, surgiram comentários de que o governo do Distrito Federal, insatisfeito com o preço oferecido pelo BB, teria suspendido as negociações. "Teremos uma nova reunião na próxima semana para continuar discutindo as condições do negócio", disse.

Fonte: Valor Econômico, por Alex Ribeiro

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