Os dados foram publicados nesta segunda-feira, dia 8, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um documento enviado aos líderes do G-20.
A economia brasileira terá de criar a cada ano pelo menos 1,5 milhão de empregos extras até 2020 apenas para absorver a mão de obra que se tornará população economicamente ativa do País. Os dados foram publicados nesta segunda, dia 8, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em um documento enviado aos líderes do G-20.
A entidade insiste que o grupo não pode tomar decisões sem pensar em solucionar a crise do emprego. Mas aponta o Brasil como o segundo país que mais reduziu o desemprego desde o auge da crise, no início de 2009.
No total, os países do G-20 terão de criar 21 milhões de postos de trabalho por ano para frear o desemprego em suas economias até 2020. Se todas as 192 economias forem consideradas, o mundo terá de criar 440 milhões de empregos em dez anos, tarefa que a OIT admite ser o maior desafio da década para os políticos.
O maior número de empregos terá de surgir na Índia, quase 10 milhões por ano. Mas o Brasil está na quarta colocação entre os que terão o maior desafio, já que ainda conta com uma população jovem que, nos próximos anos, passará a buscar trabalho.
Segundo a OIT, até 2020 o Brasil precisará criar 15 milhões de vagas extras na economia para absorver a população que passará a ter idade para trabalhar. Na China, terão de ser criados 2,3 milhões de empregos por ano até 2020. Nos Estados Unidos, a projeção é de que o número extra será de 1,1 milhão por ano.
A OIT admite existirem países onde o volume da população economicamente ativa vai cair, como Japão, Rússia, Alemanha, Itália e França. Mas, para o restante, é preciso garantir tanto maior produtividade na economia como o desenvolvimento de setores que absorvam mão de obra. A entidade aponta ainda que, nos próximos cinco anos, os mercados emergentes vão criar o maior número de vagas. A estimativa é de que os níveis de emprego nessas economias cheguem a 2015 com uma taxa 8% acima dos níveis pré-crise.
Já nos países ricos a constatação é de que a criação de postos de trabalho não voltará às taxas pré-crise nem em 2015. A recessão acabou afetando Europa, Japão e EUA de forma mais dura, elevando a taxa de desemprego a níveis recordes. O que mais assusta a OIT é que esse problema "vai continuar crescendo" nos países ricos nos próximos anos.
Nos países ricos, o nível do desemprego está 70% acima dos números anteriores à crise. Na Europa, a taxa está 30% maior. No total, o G-20 tem 70 milhões de desempregados, e 32 milhões estão nos emergentes. O levantamento também conclui que os empregos que mais sofreram eram do setor industrial.
Brasil. Segundo a OIT, o Brasil foi o segundo país entre as 20 economias que mais reduziram o desemprego desde a crise econômica. Entre o auge da recessão e meados de 2010, o Brasil reduziu o desemprego em 1,3 ponto porcentual. Só a Turquia conseguiu avanço maior, com redução de 2,1 pontos.
(Fonte: O Estado de S. Paulo)